Sindicato nega proposta de empresas e paralisações de ônibus continuam

Foto: Rodolfo Buhrer / Paraná Portal
Foto: Rodolfo Buhrer / Paraná Portal

Por Metro Curitiba

A proposta feita pelas Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana de vincular o alerta do botão do pânico diretamente à Guarda Municipal (GM) e à Polícia Militar (PM) como medida para aumentar a segurança no transporte coletivo não foi bem recebida pelo Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc).

Em nota divulgada nesta segunda-feira (11), os trabalhadores repudiaram a ideia como solução para o problema da segurança pública e disseram que a medida causaria agressões e mortes. “É óbvio que os bandidos irão agir com brutalidade contra o trabalhador que acionar o botão do pânico”, diz trecho.

Atualmente todos os ônibus da capital contam com o botão do pânico, mas quando acionado o alerta é emitido somente para o Centro de Controle de Operação da Urbs e às empresas. Para o diretor do sindicato das empresas, Luiz Alberto Lenz César, a medida pode ser mais eficiente do que a instalação de câmeras – reivindicação principal de motoristas e cobradores.

“Temos câmeras nas estações-tubo e nem por isso o vandalismo deixou de acontecer. Acreditamos que a presença da força policial no local do chamado dará uma resposta mais rápida a esse problema da violência”, argumentou.

As empresas solicitaram reuniões com GM e PM antes do feriado, mas até ontem não haviam obtido respostas.

Protestos

Ontem, os trabalhadores deram sequência as manifestações iniciadas na semana passada contra a violência e promoveram duas paralisações gerais: das 9h às 10h e das 15h às 16h.

Os coletivos estacionaram em todos os terminais e praças do Centro, gerando muitas filas de passageiros e trânsito caótico nas proximidades dos locais.

As paralisações por uma hora vão continuar em todos os dias úteis até a próxima quarta, dia 20.

Protestos dos ônibus de Curitiba

Testes

A Comec confirmou que seis empresas de ônibus da RMC começam neste mês – algumas nesta semana – os testes com câmeras nos veículos. São seis tecnologias diferentes: um teste por ônibus. Os resultados devem sair em dezembro.