Escolas de samba assinam contratos para o Carnaval de Curitiba

Foto: Cido Marques / FCC
Foto: Cido Marques / FCC

Com CBN Curitiba

Representantes de escolas de samba e blocos carnavalescos e o presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Marcelo Cattani, se reuniram na última sexta-feira (6) para a assinatura dos contratos do Edital do Carnaval 2018.

A assinatura, em outubro, deve facilitar a organização do evento. “Isso vai permitir que os envolvidos no carnaval tenham mais tempo para organizar um bom evento. Uma pré-produção, uma boa organização é fundamental”, disse Cattani.

Para o presidente do Grêmio Recreativo da Escola de Samba Mocidade Azul, Altamir Jorge Lemos, a antecipação da assinatura do contrato vai garantir tempo hábil para que as escolas comprem os materiais em São Paulo com preços mais baratos, para a confecção dos enfeites das fantasias e alegorias.

“O que não tem em Curitiba, podemos ir em São Paulo comprar, que é até mais barato. A gente gosta de valorizar nosso estado, mas tem material que a gente não tem, então vamos buscar fora”, disse.

“Isso vai melhorar o Carnaval de Curitiba”, completa. “No Carnaval de 2017, não havia nem tempo hábil e nem verba para pagar as pessoas que trabalham. Não tinha apoio, não tinha dinheiro. A gente entende que o município, se não tem dinheiro, não vai tirar da saúde ou da educação para investir em um evento de três dias. Por menor valor que seja, faz diferença no orçamento”, afirma.

De acordo com o coordenador do Fórum das Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos de Curitiba e Região Metropolitana, Márcio Marins de Jogun, a antecipação da assinatura do documento é um avanço que vai na contramão do que vem acontecendo com o carnaval nacional.

“Assistimos a retrocessos em cidades como o Rio de Janeiro e São Paulo, que têm carnavais grandes e bem estabelecidos. Nós conseguimos caminhar 10 anos em seis meses”, avalia.

Foto: Divulgação / FCC

Foto: Divulgação / FCC

Ele ressalta que os desfiles das escolas de samba são óperas populares que levam informação e movimentam a economia criativa e local e, além da assinatura, outro ponto importante foi o aumento do recurso.

“Ainda conseguimos valorizar o carnaval, a cultura popular com um aumento considerável. Há muito tempo estávamos com a ajuda de custo das escolas de samba congelada”, explica.

Investimento

Ao todo, foram nove escolas de samba e três blocos contemplados. O orçamento do edital do Fundo Municipal da Cultura, no valor de R$ 1 milhão, dobrou em relação ao Carnaval deste ano, no qual foram investidos cerca de R$ 500 mil. O edital prevê a destinação de R$ 595 mil para as agremiações, R$ 316,7 mil para as despesas de infraestrutura e R$ 88,3 mil para apoio logístico às atividades pré-carnavalescas.