Abastecimento de combustíveis é normalizado em Curitiba

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Por Narley Resende

O bloqueio que impedia a entrada de caminhões no centro de distribuição de combustíveis em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, foi desfeito por volta das 22h30 de segunda-feira (11).

Com isso, todo o abastecimento, que chegou a ficar comprometido, já está normalizado. Há postos que deveriam  ter sido abastecidos ontem que ainda podem estar sem combustíveis.

O superintendente da empresa Terminal de Combustíveis de Araucária, Carlos Roque, afirma que depois da ação da Polícia Rodoviária Federal e Guarda Municipal a distribuição da empresa voltou ao normal.

“A partir de então os caminhões passaram a entrar normalmente no terminal e sair com combustíveis para entrega nos postos e aeroporto. Não há nenhum problema, os postos estão recebendo normalmente os combustíveis”, afirmou.

A ação foi consequência de um ato de manifestantes supostamente independentes que protestam contra as altas consecutivas nos preços de combustíveis, além das taxas como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que varia de 20% a 40% conforme o Estado. A manifestação afetou ao menos seis Estados, como Goiás, Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. O primeiro ato com bloqueio no Paraná foi registrado na quinta-feira (7).

A partir de sexta, o ato prometia o desabastecimento. Na segunda-feira (11), motoristas já reclamavam que não encontram combustíveis em postos de Curitiba. A manifestação não tem uma instituição representativa definida.

Os motoristas teriam se organizado por meio de aplicativos e grupos na internet. O superintendente da distribuidora de Araucária afirma que os manifestantes não eram aparentemente ligados a partidos políticos.

“Em nenhum momento pudemos ver bandeiras, camisetas ou algo de qualquer organização. Eram bandeiras do Brasil e usavam gritos de ‘ordem e progresso’. Eles diziam que estavam protestando contra a política econômica do governo”, explicou.

Com o protesto que teria afetado 22 horas de operação, o Terminal de Distribuição de Araucária deixou de distribuir 21 milhões de litros de combustíveis. Alguns postos ainda estão desabastecidos, mas devem ter a situação normalizada ao longo do dia.

A central de Araucária é a principal do Paraná e recebe combustíveis de refinarias, em especial da Presidente Getúlio Vargas (Repar), da Petrobras. Postos das bandeiras Shell, Ipiranga, e BR, no Paraná e Santa Catarina recebem combustíveis dessa distribuidora.

Em nota, o Sindicom, que representa as empresas distribuidoras, afirmou que atuou em conjunto com a Agência Nacional do Petróleo para que seja garantida a normalidade do abastecimento. Em resposta ao protesto, a Petrobras disse que o petróleo tem os preços atrelados ao mercado internacional, que as cotações variam diariamente e que apenas 29% do preço final é de responsabilidade da estatal.

Ofícios foram enviados, reforçando os que já foram remetidos na última semana, às Secretarias de Segurança Pública dos Estados do Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul, solicitando às forças de segurança o desbloqueio do acesso às bases. Assim como no Paraná, o Sindicom afirma que as bases em Paulínia, em São Paulo, Esteio, no Rio Grande do Sul e na Paraíba, bem como o acesso ao Porto de Suape, em Pernambuco, que sofrem impactos de manifestações, no momento estão liberados.

Por meio de nota, o Sindicombustíveis-PR se posicionou contrário a manifestação “penaliza consumidores, empresários e a sociedade como um todo, uma vez que cria dificuldades para o abastecimento de combustíveis, fundamentais para a movimentação da economia”. De acordo com o Sindicato, há lentidão na saída de caminhões mas a situação deve ser normalizada ao longo do dia.

Edição: Andreza Rossini