Manifestação contra PEC que proíbe aborto em caso de estupro reuniu 700 em Curitiba

Foto: Divulgação
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Cerca de 700 pessoas participaram do ato contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 181, que prevê a proibição do aborto em casos nos quais a interrupção da gravidez já é liberado pela Constituição, na noite de segunda-feira (13), em Curitiba, de acordo com a organização.

A maioria das participantes eram mulheres jovens. A manifestação começou na Praça 19 de Dezembro e seguiu em passeata até a Boca Maldita. Um novo ato foi marcada para o sábado, dia 25, às 13 horas, com saída da praça Santos Andrade.

O protesto é organizado pelos grupos Marcha Mundial das Mulheres e Povo Sem Medo. “O direito ao aborto legal em casos de gravidez por estupro ou risco de morte para a mãe são direitos permitidos desde 1940 pelo Código Penal Brasileiro.  Querem que a mulher que engravide de um estuprador não tenha direito ao aborto. E pior: seja presa por interromper a gravidez ou morra em um aborto clandestino. Estão nos obrigando a viver uma segunda violência! É pela vida das mulheres! Nenhum direito à menos!”, diz a descrição do evento no Facebook. 

A Polícia Militar não fez a contagem do número de participantes e nenhuma ocorrência foi registrada durante o protesto.

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Ao todo, 24 cidades brasileiras terão atos contra a PEC. Na segunda-feira (13), mulheres de 19 cidades se mobilizaram, hoje está marcada uma mobilização em Campo Grande, às 18 horas. Maringá, no noroeste do Paraná, e Ribeirão Preto terão protesto no próximo dia 18 e Juiz de Fora, no dia 16.

A PEC 181

A PEC está em análise no Congresso Nacional.

Atualmente, no Brasil, o aborto é permitido em casos de riscos comprovados para a vida da mulher, gestantes com fetos anéncefalos e em casos de estupro.

Na última sexta-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, escreveu na sua página na rede social Facebook que a eventual proibição de aborto em casos de estupro não vai passar na Casa.

“É óbvio que está na comissão, não vamos entrar nesse tema sem ter muita clareza que essa questão [do eventual impedimento de aborto em casos de estupro] não vai ser prejudicada de forma nenhuma”, escreveu.

Uma Comissão Especial que analisa o tema aprovou o texto na última quarta-feira, ainda faltam 11 destaques a serem votados.