Teatro Guaíra inicia audições para selecionar bailarinos

Foto ilustrativa / divulgação Facebook Centro Cultural Teatro Guaíra
Foto ilustrativa / divulgação Facebook Centro Cultural Teatro Guaíra

As audições dos bailarinos que devem integrar o balé do Teatro Guaíra, em Curitiba, começaram nesta segunda-feira (10). Os selecionados vão fazer parte do quadro funcional do Palco Paraná. No total, são 23 vagas imediatas e mais vinte para cadastro reserva. A seleção vai até sexta-feira (14).

Ao todo, 123 bailarinas e 89 bailarinos de todo o Brasil se inscreveram para o processo seletivo. As audições serão em quatro etapas, com aula de dança contemporânea, técnica clássica, repertório e improviso. Na banca examinadora estarão artistas reconhecidos pelo público e pela crítica.

Os artistas aprovados irão compor o quadro do Palco Paraná, responsável por gerenciar as programações tanto do Balé do Teatro Guaíra quanto da Orquestra Sinfônica do Paraná. Outras 31 vagas de músicos serão abertas com preenchimento imediato e 93 para o cadastro de reserva, em outra seleção que será realizada na sequência.

Protesto

No início do ano, a mudança foi motivo de protesto. Todos os 22 bailarinos do teatro e quase a metade dos músicos da orquestra foram exonerados dos cargos no dia 28 de fevereiro. A contratação, considerada ilegal pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), teve que ser encerrada até a realização do concurso. No entanto, a situação dos artistas é instável há mais de vinte anos. O último concurso público realizado no teatro aconteceu em 1991.

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Depois disso, sempre que o corpo de baile ou a orquestra precisavam contratar isso era feito por cachê, sem vínculo empregatício. Em 2003, o Tribunal de Contas proibiu essa prática e, na época, para tentar regularizar a situação, o governo estadual criou uma lei instituindo cargos comissionados de natureza artística. No entanto, a medida era inconstitucional.

Os cargos comissionados devem ser distribuídos na gestão pública somente para funções de chefia, direção ou assessoramento. O Ministério Público do Paraná (MPPR) entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade questionando as contratações até que o Tribunal de Justiça do Estado determinou o encerramento definitivo dos cargos.