Casamento de deputada tem ovada, manifestação e confronto com a PM

Foto: Thea Tavares
Foto: Thea Tavares
Atualizado em 15/07 às 17h55

Cerca de 200 pessoas protestaram, na noite desta sexta-feira (14), durante o casamento da deputada estadual Maria Victoria (PP), filha do ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP) e da vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti (PP), com o advogado Daniel Silva Campos.

O manifestantes ocuparam o calçadão do Largo da Ordem em frente a Igreja do Rosário, onde está sendo realizada a cerimônia, xingaram e vaiaram familiares, convidados e a noiva em sua chegada ao local. Maria Victória só conseguiu entrar na igreja com ajuda do efetivo da Polícia Militar (PM), mobilizado para o evento após a notícia de que poderia ocorrer protesto.

Algumas pessoas que participavam do protesto entraram em confronto com a PM. Os policiais usaram cassetetes, balas de borracha e bombas de gás para conter os manifestantes, que jogaram pedras e xingaram os policiais.

Após a cerimônia religiosa, os manifestantes jogaram ovos nos convidados, inclusive na noiva e nos pais dela. Os participantes da festa precisaram ser escoltados pela PM até o Palácio Garibaldi, que fica do outro lado da praça.

Na festa, a mãe da noiva disse, em entrevista para um colunista local, que não se tratava de um evento político, mas um momento familiar aguardado por um pai e uma mãe desde o nascimento da filha. Principalmente por Maria Victoria ser filha única do casal.

 

Motivo da manifestação

De acordo com um dos organizadores da manifestação, convocada pela internet, Leonardo Weiss, o protesto é contra o “abuso de poder” dos políticos. “O que não falta é motivo para manifestar, agiram contra a lei e abusam do poder pessoal e network que têm. É complicado ver essa irregularidade em um patrimônio histórico”, disse.

Os manifestantes questionam a modificação da estrutura do Palácio Garibaldi, prédio histórico do centro de Curitiba, onde será realizada a recepção dos convidados. Uma estrutura metálica foi montada na entrada do prédio para dar suporte a uma cobertura retrátil, o que gerou, inclusive, uma multa à administração do edifício por parte da Coordenação de Patrimônio Cultural (CPC) da Secretaria da Cultura.

Em nota, a assessoria da deputada afirma que a cerimônia ocorreu dentro da normalidade. O texto, que é assinado por Maria Victoria, Cida Borghetti e Ricardo Barros, também diz que as manifestações são o “preço da democracia” e que foram motivadas por partidos de esquerda. Leia:

“Tudo transcorreu dentro da normalidade na cerimônia religiosa e na recepção aos convidados. Apenas o trajeto que os noivos fariam a pé, da Igreja do Rosário ao Palácio Garibaldi, foi alterado pela ação dos manifestantes.

Lamentamos as agressões físicas e verbais a alguns convidados, porém é o preço da democracia.

A pré-candidatura de Cida Borghetti ao Governo do Paraná foi a motivação dos protestos incentivados e financiados pelos partidos e sindicatos de esquerda.

Maria Victoria, Cida Borghetti e Ricardo Barros.”