Castramóvel fica parado por falta de caminhão para levá-lo às ruas

Castramóvel
Foto: Luis Costa/SMCS

Com Giulia Fontes, especial para o Metro Jornal Curitiba

A nova gestão da Prefeitura de Curitiba promete colocar o Castramóvel nas ruas da cidade até o fim de janeiro. O veículo, destinado à castração de animais, foi entregue em dezembro do ano passado, ainda na gestão de Gustavo Fruet.

De acordo com a superintendente de Controle Ambiental da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA) Marilza Oliveira Dias, para colocar o veículo em uso a prefeitura precisa de um caminhão que possa transportá-lo até as áreas de atendimento. “Estamos providenciando, também, uma equipe pró- pria para dar início aos procedimentos”, diz.

Além disso, a prefeitura precisa comprar o material para ser utilizado nas castrações. “Não há orçamento previsto para isso, então teremos que fazer adequações para conseguir este recurso”, explica a superintendente.

A intenção da prefeitura é começar os atendimentos em regiões habitadas por famílias em situação de vulnerabilidade social. Depois, de acordo com Marilza, a ação do Castramóvel será ampliada. A meta do Executivo municipal é realizar 15 mil castrações por ano.

Além de passar pelo procedimento – importante já que evita que mais animais sejam abandonados – os bichos devem receber microchips. A medida permite o acompanhamento futuro dos animais.

“Estamos estabelecendo um diálogo com as clínicas veterinárias para que elas possam fazer a leitura dos microchips, identificando os responsáveis pelos bichos”, diz Marilza.

Outras frentes

O plano da nova gestão municipal para a proteção animal inclui, ainda, outras duas frentes: a educação ambiental, sensibilizando os cidadãos para a guarda responsável, e a fiscalização.

Neste segundo aspecto, no entanto, a prefeitura enfrenta dificuldades. Atualmente somente três fiscais são responsáveis por verificar denúncias feitas pela própria população a respeito de maus tratos a animais.

O efetivo reduzido fez com que 164 solicitações feitas pelo 156 ainda não tenham sido atendidas pela prefeitura. Delas, 100 foram feitas desde o começo do ano – período em que é comum o aumento do número de animais abandonados. “Vamos buscar o pessoal para refor- çar este atendimento dentro do efetivo que a prefeitura já possui”, afirma Marilza.

Outra promessa para o começo de 2017 é a entrega do Centro de Referência para Animais em Situação de Risco, que estava prevista para o final de 2016. No espaço, que fica na CIC, será feito o atendimento a animais feridos, por exemplo.

“Mesmo com a reforma pronta vamos precisar do apoio da sociedade para reforçar as ações de resgate e adoção. O espaço que teremos é reduzido e não tem condição de abrigo para um número grande de animais”, afirma Marilza.