Curitiba já registra 1,5 mil casos de caxumba em 2017

caxumba
Por Karina Bernardi

A doença não é de notificação obrigatória, mas os atendimentos feitos na rede municipal apontam que nos quatro primeiros meses deste ano foram atendidos mil e quinhentos casos de caxumba em Curitiba.

De acordo com a médica do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Marion Burger, os casos da doença estão aumentando nos últimos anos. Em 2016 foram registrados quatro mil e quinhentos casos em Curitiba. Ela explica que a doença pode ser prevenida por vacina e que a orientação é que as pessoas procurem a vacinação nas unidades de saúde.

“O que nós mais temos que fazer é tentar proteger toda a população que pode tomar essa vacina, quem tem a imunidade adequada. Quem não tem aids, câncer, doenças que diminuem a imunidade. Podem tomar essa vacina, que protege não só contra a caxumba, mas também contra o sarampo e rubéola”, explica.

A vacina tríplice viral entrou no calendário de vacinação somente em 1996 e por isso a população mais jovem recebeu a imunização. Marion Burger conta que em 1997 houve uma campanha de vacinação contra o sarampo e em 2003 uma campanha contra a rubéola, mas nem todas as pessoas receberam a imunização contra a caxumba.

“a gente tem que cuidar um pouquinho e olhar com atenção qual a vacina que foi feita. Porque quem tomou a dupla viral não está protegido contra a caxumba. Precisa procurar uma unidade de saúde para aplicar uma dose da vacina tríplice viral”, afirma.

A médica ressalta que a vacina pode ser tomada inclusive por quem já teve uma dessas doenças. A caxumba é uma inflamação das glândulas salivares, causada por um vírus. Marion diz que essa inflamação pode atingir outras glândulas do corpo.

“Esse vírus inflama outras glândulas do nosso corpo. Os inchaços podem ocorrer no pâncreas, testículos e ovários”, destaca.

 

Sintomas

Entre os sintomas está a falta de apetite, dificuldade para engolir e febre. A orientação, para quem apresentar estes sintomas é buscar um atendimento médico.