Empresas acusam sindicato de “sequestrar ônibus” durante a greve

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O Sindicato das Empresas de Onibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) acusa o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) de ter sequestrado mais de 15 ônibus ​na tarde desta quinta-feira (16). ​Segundo a denúncia, o ônibus teriam sido retirados de circulação em várias regiões da cidade, no momento em que chegavam em pontos finais e terminais.

“Pelo menos um motorista que trabalhava numa das linhas foi forçado a seguir com os manifestantes. Funcionários das empresas de ônibus estão em delegacias fazendo os boletins de ocorrência de furto, sequestro e apropriação indébita”, afirma o sindicato em nota divulgada à imprensa.

“O Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) repudia de maneira veemente o ato irresponsável e desesperado dos sindicalistas. O Setransp entende que a ação prejudica principalmente a população já que os ônibus sequestrados estavam em circulação, prestando serviço aos passageiros que mais precisam do transporte coletivo e que já enfrentavam dificuldades provocadas pela greve parcial do Sindimoc”, diz a nota.

O Sindimoc nega a denúncia e afirma que está orientando os trabalhadores a cumprir a frota mínima estabelecida pela Justiça.  A categoria aguarda nova decisão judicial para reduzir a frota. O sindicato entrou com um mandado de segurança no Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-PR) em que pede a redução do valor da multa imposta aos trabalhadores, de R$ 100 mil por hora, e questiona os percentuais estabelecidos como frota mínima, de 40% e 50% nos horários normais e de pico, respectivamente.

O Sindimoc também solicita no mandado de segurança que as empresas forneçam as escalas de trabalho dos ônibus, de modo que a entidade possa acompanhar os percentuais de veículos que saem às ruas. “Como podemos acompanhar o cumprimento da frota mínima se as empresas estão se negando a fornecer essas informações? Na forma como está agora, pode acontecer de uma empresa colocar 10% ou 90% da frota para circular, e o Sindimoc não tem controle algum sobre a situação”, denuncia o presidente do Sindicato, Anderson Teixeira.