Empresas de ônibus querem botão do pânico para acionar polícia

Foto: Rodolfo Buhrer/Paraná Portal

Para combater a onda de violência no transporte coletivo, as Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana querem que o botão do pânico, que já existe nos ônibus e nas estações-tubo, dispare um alerta diretamente nos centros de controle da Guarda Municipal e da Polícia Militar.

“Hoje, quando o botão do pânico é acionado pelo nosso colaborador diante de alguma eventualidade, o alerta é emitido somente nos CCOs (Centro de Controles de Operações) da Urbs e das empresas”, explicou o diretor executivo das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana, Luiz Alberto Lenz César. “Queremos que o alerta chegue diretamente à Guarda e a PM para que esses órgãos enviem uma viatura ao local do chamado o mais rápido possível.”

De acordo com Lenz César, essa medida pode ser mais eficiente do que a instalação de câmeras. “Temos câmeras nas estações-tubo e nem por isso o vandalismo deixou de acontecer”, justificou ele. “Acreditamos que a presença da força policial ao local do chamado dará uma resposta mais rápida a esse problema da violência.”

As Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana protocolaram nesta quarta-feira (6) um pedido de reunião com a Guarda Municipal e com a PM e aguardam resposta das corporações para tratar do tema. As requisições estão disponíveis para download: Pedido de reunião_Guarda Municipal e Pedido de reunião_PM.

Paralisações contra a violência

Como resposta aos recentes casos de violência em ônibus e estações-tubo, o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) anunciou uma agenda com dez paralisações de uma hora – sempre às 9h e às 15h – para este mês.

 

As empresas são contra os protestos; consideram que uma série de paralisações do sistema vai apenas prejudicar ainda mais o passageiro, que já vem sofrendo com a violência. Por isso, vão tomar todas as medidas disponíveis para garantir a continuidade do serviço de transporte.