“Foi horrível, achei que ia morrer”, diz cliente de bar que ingeriu soda cáustica

Foto: Divulgação/Polícia Civil
Foto: Divulgação/Polícia Civil
Redação com William Bittar/ CBN Curitiba

A polícia encerrou o inquérito sobre a intoxicação de três clientes de um bar em Curitiba que ingeriram um produto que acreditavam ser tequila, mas, que na verdade, era um produto de limpeza colocado em uma garrafa da bebida.

O dono do bar foi indiciado por lesão corporal culposa, quando não há intenção. Todos foram hospitalizados.

O caso aconteceu no final da noite do dia 12 de janeiro, quando três amigos chegaram no bar e ingeriram um produto que acreditavam ser tequila, mas, que na verdade, era um produto de limpeza colocado em uma garrafa da bebida.

Bianca Souza Fonseca foi a única das vítimas que chegou a engolir o produto. Ela ficou internada durante 14 dias no Hospital Cajuru e conta que os médicos falaram que ela teve sorte, pois se tivesse ingerido um pouco mais, poderia ter morrido.

“Foram momentos de terror. Bastante dor, bastante queimação, parecia que eu ia morrer e ninguém podia me ajudar. Agora é só me recuperar, foi grave mas estou viva. É uma recuperação dolorosa e o médico disse que querendo ou não eu ainda corro risco de vida, posso ter uma parada respiratória”, contou.

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil, que investigava o caso, encerrou o inquérito e indiciou o dono do estabelecimento por lesão corporal grave culposa. Segundo a delegada Sabrina Alexandrino, as investigações apontam que houve uma confusão por causa das garrafas, mas isso não deixa o proprietário imune de culpa.

“Essas três vítimas narraram que perceberam que foi um erro do dono do bar. Apuramos que o local em que o dono do bar guardava as bebidas alcoólicas ficava próximo ao local onde guardava os produtos de limpeza”, afirmou.

Após o caso, a Vigilância Sanitária de Curitiba ainda interditou o local, apontando irregularidades. O bar ficou fechado durante 15 dias, mas segundo a prefeitura, está funcionando normalmente, pois sanou todas as irregularidades e já possui a licença sanitária.

“Ela de boa fé viu uma garrafa vazia e a utilizou para por produto de limpeza. Da parte dela não houve imprudência porque, segundo ela, era o próprio dono do bar que colocava as bebidas no balcão e era responsabilidade dele ver o que tinha na garrafa que não estava mais lacrada”, disse.

O proprietário do bar entrou com defesa da acusação e o processo deve ser julgado em breve.