Governo prevê novo IML para 1º trimestre de 2018

Imagem: Divulgação AEN
Por Metro Jornal

Mais de quatro anos após o início da construção da nova sede do IML (Instituto Médico Legal) no bairro Tarumã, em Curitiba, o governo espera enfim inaugurar o local nos próximos meses.

A obra de R$ 25,7 milhões foi finalizada no mês passado e já entregue pela Paraná Edificações. A Polícia Científica, porém, informou que a previsão de abertura é para o primeiro trimestre do ano que vem. “O prédio será mobiliado e equipado para, então, poder haver a inauguração da unidade”.

A inauguração é aguardada por peritos e médicos legistas não apenas para desafogar a atual sede do IML do constante excesso de cadáveres – o local tem apenas 69 gavetas para os corpos, mas frequentemente está com mais de cem à espera de liberação –, mas também porque a nova sede contará com laboratórios mais sofisticados. “O problema na sede atual permanece do mesmo tamanho, a mudança será um avanço”, diz Alexandre Brondani, presidente do Sinpoapar (Sindicato dos Peritos Oficiais e Auxiliares do Paraná).

A Seil (Secretaria de Infraestrutura e Logística) afirma que o novo IML terá três vezes mais capacidade que o atual e “um ganho de 40% a 50% na capacidade de atendimento”.

PL que acelera sepultamentos é aprovado

Foi aprovado ontem na Alep (Assembleia Legislativa do Paraná), em primeira votação, um projeto de lei que deve agilizar o enterro de cadáveres não identificados.

Segundo o texto, de autoria do Executivo, os cadáveres que não forem reconhecidos em 15 dias após a entrada no IML (ou então que forem identificados, mas não reclamados por nenhum familiar ou responsável), serão encaminhados para o sepultamento, que ocorrerá após o 30º dia.

Hoje, segundo o Sinpoapar, há nas “geladeiras” (câmaras frias) do IML corpos de pessoas mortas há vários meses ou anos, desde 2014. A lei também prevê que o município onde ocorreu a morte será responsável pelo enterro. Hoje, sem esta lei, Curitiba se responsabiliza pelos cadáveres de 39 cidades da região.

O acúmulo destes corpos não reconhecidos é um dos grandes gargalos do IML. O órgão levantou que não se conseguiu identificar 8,17% dos cadáveres registrados no Paraná em 2014 (761 mortos de um total de 9317).