Greca fecha guarda-volume de moradores de rua

Guarda-pertences para moradores de rua

Aberto há pouco mais de seis meses, o segundo guarda-volumes para a população de rua de Curitiba acaba de ser fechado por decisão do prefeito Rafael Greca (PMN).

O projeto, que empregava ex-moradores de rua e era uma estratégia de aproximação com as pessoas mais resistentes às iniciativas da Fundação de Ação Social (FAS), funcionava na Praça Osório, no Centro de Curitiba.

De acordo com nota divulgada pela Prefeitura de Curitiba, a FAS passa a concentrar o serviço de guarda-pertences exclusivo para a população de rua na unidade localizada na Rua Dr. Faivre, no Centro.

Pelo Facebook, Greca disse que “acabou a era Fruet”, em referência a uma das principais marcas da gestão de Gustavo Fruet (PDT) à frente da Prefeitura, no tratamento aos moradores de rua.

“Mandei fechar o guarda volumes de moradores de rua da praça Osório. Acabou a era Fruet. Vou devolver o play ground – o parquinho – às crianças”, escreveu Greca.

A medida seria parte de um projeto de “revitalização” das praças da cidade, que prevê a “requalificação” de espaços públicos e a “intensificação” do trabalho da Guarda Municipal.

De acordo com a divulgação da prefeitura, educadores e assistentes sociais da FAS estão trabalhando para sensibilizar e orientar os moradores de rua sobre os serviços oferecidos pelo município e que podem ajudá-los a mudar de vida.

O único guarda-volumes mantido, a Dr. Faivre, 1.212, funciona diariamente, das 7h às 20h. O período para guardar os objetos pessoais é das 7h às 9h e a retirada deve acontecer das 18h às 20h.

Caso uma pessoa não recolha os pertences no local após esse horário, é permitida a retirada no dia seguinte. O tempo de tolerância para a armazenagem é de 48 horas.

Matéria editada às 15h e 22h desta terça-feira.