Greca recebe alta, mas só volta para a prefeitura na semana que vem

Foto: Caio Binder/Paraná Portal
Foto: Caio Binder/Paraná Portal
Andreza Rossini e Jordana Martinez

Após sete dias internado para o tratamento de uma tromboembolia pulmonar, o prefeito de Curitiba Rafael Greca (PMN) deixou o hospital nesta segunda feira (9) à tarde.

Em coletiva de imprensa, ainda no Hospital Marcelino Champagnat, Greca e o médico cardiologista José Eduardo Marquesini, diretor clínico do hospital, conversaram com a imprensa sobre o estado de saúde do prefeito. Apesar da respiração ter alcançado nível normal e da alta hospitalar, Greca só deve reassumir a prefeitura no próximo dia 16, depois de uma semana de repouso em casa. “Para desespero dos meus inimigos eu não preciso fazer nada além de tomar água”, polemizou o prefeito.

A recomendação do cardiologista é que Greca permaneça em repouso absoluto durante a semana, devido ao risco de contrair infecções. “Eu devo ir à prefeitura muito lentamente”, afirmou o prefeito, discordando da orientação.

Rafael Greca agradeceu as manifestações de apoio e as orações que tem recebido desde que foi internado, na tarde do dia 2 de janeiro e confessou que está ansioso para retomar o trabalho. “Eu estou, aos poucos, retomando o fôlego, mas estou com uma vontade tremenda de servir Curitiba”.

Greca esclareceu que todo o tratamento será pago por convênio particular, mas confessou que estar hospitalizado mostrou a necessidade de mais investimentos na área da Saúde. “Isso só multiplica em mim a vontade de servir a causa da saúde. Acho que Deus, que sabe o que faz, me colocou na condição de doente para eu entender o que é preciso ser feito pelo bem do nosso povo… O nosso secretário de saúde hoje pagou a dívida dos hospitais. Nunca mais os recursos dos hospitais serão seguros pela tesouraria municipal. A transferência será online e automática”, afirmou.

O prefeito também afirmou que vai investir em suprimentos das farmácias das Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) e dos postos de saúde. “Eu acho que em oito dias nós já teremos todos os medicamentos comprados por três meses. São 112 itens. Isso com o dinheiro da Oficina de Música que nós adiamos e com os recursos do governo estadual e federal. A saúde é tudo”, afirma Greca.

O repasse foi no valor de R$ 17,3 milhões. Os hospitais que receberam a verba foram:   Pequeno Príncipe, Santa Casa, Cruz Vermelha, Mater Dei, Cajuru, Erasto Gaertner e Evangélico, além de estabelecimentos públicos como Trabalhador Centro Comunitário Bairro Novo e Hiza (Hospital do Idoso Zilda Arns).

O total da dívida era de R$ 25 milhões, a prefeitura afirmou que a diferença de R 7,7 milhões foi utilizada pela gestão anterior e que a gestão atual estuda solução para repor o dinheiro. Os serviços foram prestados em novembro e deveriam ter sido pagos até o último dia útil de dezembro.

 

Após a polêmica ao dizer que “vomitou com o cheiro de um pobre”, Greca afirmou que já começou os trabalhos sociais com as pessoas em situação de rua. “Houve um expressivo resgate social de um homem que se alimentava de ratos, bebia a própria urina e jazia na plataforma elevatória de uma estação tubo da Praça Rui-Barbosa”, disse.

De acordo com o cardiologista, a doença pode ter sido causada devido ao tempo que Greca permaneceu parado em reuniões. “Ele falou sobre reuniões extensas, que duraram entre 9 e dez horas”, explicou.

O prefeito deve usar anticoagulantes durante seis meses, o remédio pode ter efeitos colaterais e causar manchas na pele. Após dois meses, ele deve começar a praticar atividades físicas. “O sobrepeso é um fator de risco para essa doença, mas não o único”, afirmou o cardiologista.