Greve de ônibus continua nesta quinta-feira em Curitiba

Foto: Rodolfo Buhrer/Paraná Portal
Foto: Rodolfo Buhrer/Paraná Portal

Após a paralisação total do transporte coletivo em Curitiba nesta quarta-feira (15), durante a greve geral, Curitiba tem um número reduzido de ônibus circulando na manhã desta quinta-feira (16). Segundo a Urbs, cerca de 670 ônibus estavam circulando por volta das 6h30 – 52% do previsto. Com a frota reduzida durante a greve, os curitibanos podem continuar utilizando os serviços de 870 veículos particulares que foram cadastrados ontem para atender a demanda.

Nesta quarta-feira, a greve dos ônibus começou sem nenhum veículo circulando nas ruas. Por volta das 14h30, o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região (Sindimoc) confirmou que foi notificado sobre a decisão judicial que previa a frota mínima e a multa de R$ 100 mil por hora pelo descumprimento. A frota operacional mínima deveria ser de 50% nos horários de pico e de 40% nos demais horários do dia.

Porém, até às 18h30, a Urbs constatou o retorno de 2,5% dessa frota, que deve ser de aproximadamente 700 ônibus nos picos e de 300 a 400 nos demais horários. Na última atualização de ontem (15), a Urbs informou que 20,63% dos ônibus previstos estavam circulando em Curitiba.

Após a notificação, um Oficial de Justiça destacado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) vai acompanhar, pelo Centro de Controle Operacional da Urbs, o cumprimento da determinação de circulação da frota mínima. São quatro picos por dia, sendo o de maior volume pela manhã, entre 6h30 e 8h30. Os demais são 11h30 às 13h30; 17h30 às 19h30 e 22h às 23h.

A Urbs divulgou tabela da frota mínima com as linhas e quantidade de ônibus que o sindicato deve cumprir.

Transporte alternativo

Mesmo após a volta da frota mínima determinada pela Justiça, a Urbs decidiu manter os 870 veículos cadastrados nesta quarta-feira (15) a continuar fazendo o transporte de passageiros fora das canaletas dos ônibus. A Urbs não fará, por enquanto, novos cadastramentos. As lotações credenciadas pela Urbs darão suporte para a população durante a greve de motoristas e cobradores, mas ficam automaticamente descredenciadas a partir da volta total dos ônibus.

Greve por tempo indeterminado

A greve geral desta quarta-feira reuniu diversas categorias que protestavam contra a reforma da Previdência, principalmente. A maioria delas paralisou as atividades apenas durante o dia de ontem, mas motoristas e cobradores do transporte coletivo da capital decidiram manter a greve por tempo indeterminado devido a desacordos a respeito do reajuste salarial.

O Sindimoc pede reajuste de 15% sobre o piso salarial e elevação do vale-alimentação de R$ 500 para R$ 977. Porém, o sindicato que representa as empresas de ônibus (Setransp) oferece apenas a reposição do salário e do vale-alimentação de acordo com a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Com isso, o reajuste seria de 5,43%. Ainda não há acordo entre as partes.