Greve do transporte: trabalhadores reduzem pedida em contraproposta

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Da BandNewsFM Curitiba

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região deve apresentar ao Sindicato Patronal uma contraproposta de reajuste salarial na audiência que está marcada para essa terça-feira (21), às 14h30, no Tribunal Regional do Trabalho. A categoria reduziu o índice de reajuste salarial, de 15% para 10%. Além disso, os trabalhadores pedem não mais R$ 977 reais no vale-alimentação, mas R$ 700 reais. Na contraproposta também consta um abono salarial de R$ 450 reais, conforme explica o Presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira.

O Presidente do Sindimoc ressalta que a categoria quer que a negociação chegue ao fim e aguarda uma contraproposta do sindicato patronal. “Os trabalhadores estão dispostos a fazer uma negociação, tendo em vista que os patamares apresentados pelos patrões, nós não aceitamos. Por isso pedimos À entidade patronal que avalie essa nossa contraproposta e nos traga uma nova proposta para que possamos levar à categoria para apreciar”.

O sindicato dos trabalhadores já entregou ao patronal os novos valores de reajuste. O Presidente do Setransp, Maurício Gulin, argumenta que o aumento pedido pela categoria ainda está acima do que as empresas podem oferecer. Ele alega que o impacto nos custos do sistema seria grande.

“Fica complicado porque o impacto fica muito grande sobre os outros insumos da planilha. Não vamos desistir das conversações até a hora de irmos ao Tribunal Regional do Trabalho para chegar amanhã na audiência com uma solução”.

Apesar do impasse, o Presidente do Setransp acredita que a audiência dessa terça-feira (21) deve ser definitiva na negociação. “Acho que terá que terminar, mesmo porque, se não houver uma solução definitiva e o impasse permanecer, cabe à Justiça julgar o dissídio coletivo”.

Até que a greve tenha fim, ambos os sindicatos devem seguir uma decisão liminar do Tribunal Regional do Trabalho que determina que 50% da frota circule nos horários de pico, ou seja, das 5h às 9h e das 17h às 20h, e 40% nos demais períodos. A multa para o descumprimento é de R$ 100 mil por hora. Durante a tarde de hoje, segundo boletins divulgados pela Prefeitura com informações da Urbs, a frota mínima ficou em torno de 40%. O Sindimoc emitiu uma nota informando que está cumprindo a determinação da Justiça. A entidade questiona a falta de transparência da Urbs na apuração da frota mínima e alega também que a greve ocorre em Curitiba e em outros 14 municípios da Região Metropolitana, sobre os quais a Urbs não tem controle ou gestão. O Setransp também informa que as empresas estão tentando cumprir a frota mínima. No entanto, de acordo com o sindicato patronal, representantes sindicais dos trabalhadores tem liberado uma quantidade menor de ônibus das garagens. Segundo o Setransp, a Urbs teria exigido um número maior que os 50% do número de ônibus de algumas linhas, para conseguir atender a demanda dos horários de pico e o Sindimoc não estaria seguindo a risca a exigência.