Greve na saúde diminui, mas impasse permanece

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Foto: Reprodução Facebook/Sindesc
Por Thiago Machado, do Metro Curitiba

Depois de uma noite em que, segundo a prefeitura, a UTI do Hospital do Idoso chegou a ficar sem enfermeiros, o atendimento no local foi regularizado na quarta-feira (12).

A adesão à greve não foi tão grande durante o dia de ontem. Além disso, a administração da Feaes (Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba) remanejou funcionários para suprir as ausências. Na noite, enfermeiros que inclusive não são contratados da Feaes, mas sim do próprio município, tiveram que ser acionados.

Desde segunda o Sindesc (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Curitiba e Região) promove greve no setor. Eles pedem aumento salarial, do valor dos vale-refeição e a redução das horas trabalhadas.

Segundo Isabel Gonçalves, presidente do Sindesc, o movimento não afeta os serviços, já que apenas 70 dos mil contratados pela Feaes cruzaram os braços. “Estamos cumprindo os percentuais (determinados pelo Tribunal Regional do Trabalho). A administração é que tem que remanejar seu quadro”, diz.

Na noite de terça, somente 4 dos 35 profissionais compareceram ao turno segundo a prefeitura. Para a Faes, isso configuraria omissão de socorro e um boletim de ocorrência contra os funcionários que não foram trabalhar foi feito no 8º Distrito Policial, no Portão.

Na quarta não houve reunião de negociação entre as partes. Tanto a Feaes quanto o sindicato pedem a mediação do TRT para resolver o impasse.

A fundação

Criada em 2010, a Feaes contrata funcionários para a rede municipal de saúde através da CLT. As contratações são mais baratas do que a criação de novos cargos de serviço público.

Em Curitiba esses trabalhadores atuam em CAPS, UPAS, Maternidade Bairro Novo e no Hospital do Idoso Zilda Arns. Por terem as mesmas funções que os servidores municipais os contratados da Feas cobram equiparações, como por exemplo das horas trabalhadas, de 36h para 30h por semana