Motorista bêbada que matou ciclista passa noite na cadeia

Foto: Colaboração
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A mulher de 27 anos que atropelou e matou o ciclista Glaucio da Silva, de 44 anos, na manhã de domingo (8), na BR-277, na região do bairro Orleans, em Curitiba, passou a noite na carceragem da Delegacia de Delitos de Trânsito.

O delegado Vinicius Augusto Carvalho, da Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran) de Curitiba, confirmou a ausência de fiança para o caso. Aos policiais rodoviários federais que atenderam a ocorrência, a motorista disse que consumiu bebidas alcoólicas, mas recusou o teste do bafômetro.

De acordo com o delegado, a motorista permaneceu em silêncio durante seu depoimento na delegacia. “Ela está presa e só sai mediante alvará de soltura, que o advogado dela deve ter pedido, ou talvez amanhã (terça), depois da audiência de custódia”, afirma Carvalho.

Dormiu ao volante 

Glaucio da Silva. Foto: reprodução / Facebook

Glaucio da Silva. Foto: reprodução / Facebook

O acidente aconteceu no km 98, na pista do sentido Ponta Grossa (Campos Gerais). A motorista disse aos policiais que dormiu ao volante e invadiu o acostamento por onde
passava o ciclista e o irmão dele.

Segundo o agende Fernando Oliveira, da comunicação da PRF, mesmo sem o exame, a motorista foi presa em flagrante. “Além da multa de quase 3 mil reais, ela foi presa em flagrante depois de dizer aos policiais que consumiu bebida alcoólica. Ela vai responder também por homicídio”, afirma.

De acordo com a Polícia Rodoviária, dois ciclistas morrem por mês em estradas federais do Paraná. Na maioria dos casos, a os acidentes são causados por imprudência.

No acidente da BR-277, além de bêbada, a mulher estava com sono. “Esses dois fatores somados causaram um risco muito grande, que terminou com essa tragédia.

A Associação dos Ciclistas do Paraná (Cicloiguaçu) já realizou campanhas para instalação de placas na BR-277 que avisassem da circulação de bicicletas na região, mas não foi atendida pela concessionária que administra o trecho.

Na época, em 2013, a concessionária chegou a recomendar que ciclistas não usassem a rodovia.

Depois da morte de Glaucio da Silva, a associação também se manifestou para exigir que as leis de trânsito sejam mais rígidas para motoristas alcoolizados.