Protesto em Curitiba reuniu 7 mil pessoas, segundo a PM

Foto: Narley Resende/Paraná Portal
Foto: Narley Resende/Paraná Portal

Por Metro Curitiba

A greve geral convocada pelos sindicatos contra as reformas trabalhista e da Previdência fechou escolas, paralisou o transporte coletivo e afetou os serviços bancários em Curitiba nesta quarta-feira (15). A coleta de lixo também foi parada, mas deve retornar hoje, assim como os bancos.

Os atos dos sindicatos começaram pela manhã, com concentração em diversas praças da região central. Por volta de meio dia, os grupos se reuniram na praça Santos Andrade e caminharam para o Palácio Iguaçu, sede do governo do estado.

De acordo com os manifestantes, 50 mil participaram da marcha; já a Polícia Militar (PM) fala em 7 mil.

Estiveram no protesto professores da rede estadual e municipal, trabalhadores do transporte coletivo da capital e região metropolitana, bancários e funcionários da coleta de lixo. Em menor número protestaram os sindicatos dos agentes penitenciários, da Polícia Civil, da saúde e dos Correios.

Os trabalhadores da educação e do transporte coletivo decidiram manter a greve nos próximos dias – as categorias negociam demandas específicas junto à prefeitura e ao governo do estado.

Aposentadorias

A mobilização foi convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical-Paraná, APP-Sindicato.Sindicatos dos Bancários, dos Metalúrgicos, dos Correios, entre outros. A principal preocupação é a reforma da Previdência.

“Ninguém nega que a previdência precisa de ajustes. O que não aceitamos é o governo querer impor regras que praticamente vão inviabilizar que a grande maioria da população se aposente”, disse o presidente da Força Paraná, Sérgio Butka.

Faixas empunhadas pelos manifestantes diziam: “Lutamos hoje para não morrer trabalhando.” Ontem, o presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Gláucio José Geara, lamentou a paralisação – destacando a dos motoristas de ônibus.

“As reivindicações têm que ser discutidas em Brasília. Essa greve tem conotação política, não é por problemas do sindicato”. De acordo com a ACP, com a paralisação deixaram de circular R$ 100 milhões na economia local.