Sábado é o dia mais perigoso no trânsito de Curitiba

Foto: Rodolfo Buhrer/Paraná Portal
Da BandNews FM Curitiba

Um relatório do projeto Vida no Trânsito, divulgado nesta semana, mostra que a maior concentração de mortes em acidentes de trânsito em Curitiba ocorre nos sábados de madrugada, entre meia-noite e seis horas da manhã, nos sábados à noite, das seis da tarde à meia-noite, e nos domingo de madrugada, de meia-noite às seis horas da manhã. Somente nos sábados, em 2016, foram 45 de todas as 196 mortes no trânsito.

Em número absoluto, os jovens entre 20 a 29 anos são as principais vítimas no trânsito de Curitiba, com 49 no ano passado. Mas em análise da taxa, que traduz o risco de morrer no trânsito, os idosos de 70 anos ou mais como o grupo de maior risco. O uso do álcool é apontado como o principal fator de risco, seguido pelo excesso de velocidade.

As ruas e avenidas concentram quase o triplo de mortes em comparação com as rodovias, são 142 contra 41. Em 2016, Curitiba teve um aumento de 5,9% na comparação com 2015, quando aconteceram 185 mortes em acidentes de trânsito. Segundo o coordenador do Vida no Trânsito na Setran, Gustavo Garrett, foram definidos quatro alvos para campanhas futuras.

“Quatro pontos críticos de atuação, seja em fiscalização, engenharia ou educação. São eles: a presença do álcool na direção, seja eles condutores ou as próprias vítimas, mas possuem ou apresentam álcool; a velocidade excessiva ou inadequada nas vias públicas; e sobretudo cuidado especial com motociclistas e pedestres também. Então álcool, velocidade, pedestres e motociclistas serão foco das nossas ações”, explica.

Todos os acidentes com mortes ou com óbitos até 30 dias após o acidente são analisados pela comissão de Coleta de Dados, Análise e Gestão da Informação do projeto Vida no Trânsito. Também integram o projeto as comissões de Engenharia, Educação e Fiscalização. O Projeto Vida no Trânsito é mundial, coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e desenvolvido em parceira com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e uma fundação internacional de promoção de atividades na área social. No Brasil o projeto é coordenado pelo Ministério da Saúde e prevê redução de 50% no número de mortes no trânsito até o ano de 2020.

O balanço do ano passado, divulgado pela Prefeitura de Curitiba, mostra que houve redução no número de mortes por atropelamento, de 72 em 2015 para 62 casos no ano de 2016. As mortes de ciclistas tiveram uma queda, de 19, em 2015, para 16, em 2016. Os casos que registram aumentos foram acidentes com motociclistas, de 56, em 2015, para 69, no ano passado.