Secretário de Greca quer proibir narguilé

Narguilé
Apresentação de dados da Pesquisa Nacional de Saúde sobre o uso do narguilé, malefícios do consumo e perfil de uso dos brasileiros (Valter Campanato/Agência Brasil)

Brunno Brugnolo, Metro Jornal Curitiba

Depois da polêmica declaração do prefeito de Curitiba Rafael Greca (PMN), que sugeriu determinar um horário máximo para fechar bares e restaurantes, um outro assunto que pode afetar parte do setor também já está sendo estudada pela nova gestão.

O secretário de Defesa Social e também delegado da Polícia Federal, Algacir Mikalowski, fez postagens nas redes sociais apontando os malefícios do narguilé à saúde e declarou que vai trabalhar para proibi-lo.

“Estamos abrindo um debate público e iniciando estudos em conjunto com outras secretarias, como meio ambiente, saúde e urbanismo. O narguilé causa danos ao usuário, que depois maioritariamente vão ser tratados pela rede pública. Se não houver um controle vira uma epidemia”, justificou ao Metro Jornal.

Entre as doenças que podem ser causadas pelo narguilé estão o câncer de pulmão, fígado e oral. Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), uma sessão de fumo por uma hora no aparelho equivale a consumir cerca de cem cigarros. Isso se deve a concentrações superiores de nicotina, monóxido de carbono e substâncias cancerígenas.

A presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) do Paraná, Jilcy Rink, desaprovou a ideia. “Nosso setor tem enfrentado uma série de barbáries de pensamento, que não avaliam as coisas como são de fato. É preciso respeitar os costumes. Pelo lado da saúde, o que não faz mal?”, questionou.

Contudo, mesmo se for adiante, a proposta não teriá tanto impacto de acordo com Rink, pois a lei antifumo já restringe o consumo em ambientes fechados. “Isto já é feito em locais próprios até para respeitar as pessoas que não gostam da fumaça, então não vejo razão para proibir”, disse.

“Assim como a proposta de fechar as baladas mais cedo, essa questão precisa de amadurecimento dos empresários e da sociedade”, amenizou Mikalowski.