Sem acordo, greve de ônibus entra no sexto dia em Curitiba e região

Foto: Rodolfo BUHRER

Ainda não há acordo entre motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba e região e empresas. Com isso, a greve do transporte coletivo entra em seu sexto dia nesta segunda-feira (20). Nesta manhã, segundo a prefeitura, 31% dos ônibus estavam circulando entre 5h30 e 6h30, número abaixo da frota mínima estabelecida pela Justiça, e 17 estações-tubo estavam sem cobradores. O volume aumentou para 45% por volta das 8h.

Na sexta-feira (17), houve uma audiência para negociação, no Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-PR), mas as partes não chegaram a um consenso. Uma nova audiência está prevista para terça-feira (21), com isso, neste início de semana, a população ainda deve enfrentar dificuldades para se deslocar.

A paralisação começou na quarta-feira da semana passada (15), no Dia Nacional de Paralisação, quando a capital passou grande parte do dia sem ônibus nas ruas. Os veículos só começaram a voltar no final da tarde, após o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região (Sindimoc) confirmar que foi notificado sobre a decisão judicial que previa a frota mínima de 50% nos horários de pico e de 40% nos demais horários do dia e multa de R$ 100 mil por hora pelo descumprimento.

Porém, nos dias seguintes, ainda não houve cumprimento da decisão. Neste domingo (19), por volta das 14h30, apenas 36% da frota estava nas ruas e 23 estações-tubo estavam vazias, segundo a Urbs.

Alternativa

Com a greve, a Urbs cadastrou cerca de 870 carros particulares para transportar passageiros. Eles podem cobrar, no máximo, R$ 6 por pessoa e estão automaticamente descadastrados assim que a greve terminar.

Demandas

Os trabalhadores do transporte pedem reajuste de 15% sobre o piso e aumento do vale-alimentação de R$ 500 para R$ 977. As empresas ofereceram a reposição do salário e do vale-alimentação de acordo com o INPC, que foi de 5,43%.

Prefeito “revoltado”

O prefeito Rafael Greca (PMN), se disse ontem ‘revoltado’ com a greve dos ônibus. Apesar do aumento da passagem de R$ 3,70 para R$ 4,25 em fevereiro, os recursos não estão sendo repassados para as empresas, destacou.

“Preciso que as empresas desistam das ações contra a Prefeitura e cubram o reajuste de seus funcionários após o dissídio em curso”, escreveu no Facebook.

“Até agora nenhum empresário recebeu nada do aumento da tarifa, e nem receberá, se não cumprir o que planejamos”, completou. A paralisação do transporte já é mais longa dos últimos cinco anos.