Sem conciliação, audiência entre empresas e motoristas é adiada para terça-feira

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Depois de mais de quatro horas e meia horas de tentativa de intermediação da vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, Marlene Suguimatsu, os sindicatos que representam os motoristas e cobradores de ônibus da Região de Curitiba e que representam as empresas que prestam o serviço de transporte público na capital paranaense não chegaram a nenhum acordo para por fim à greve dos motoristas e cobradores, iniciada na última quarta-feira.

Diante do impasse, a desembargadora remarcou a audiência para a próxima terça-feira, às 14h30, para que as negociações sejam retomadas. Até lá, o Sindicato dos Motoristas e Cobradores da Região de Curitiba (Sindimoc) promete manter a greve, colocando à disposição apenas a frota mínima determinada pela Justiça: 50% para horários de pico e 40% nos demais períodos.

Na audiência desta sexta-feira o sindicato das empresas (Setransp) não avançou na proposta de reajuste salarial para a categoria, mantendo a oferta de apenas repor a inflação, calculada em 5,43%, sem aumento real para a categoria, enquanto o sindicado dos trabalhadores manteve a pedida de 15% de reajuste. Para a próxima terça-feira, a desembargadora fez um apelo para que Setransp, Urbs e Comec melhorem sua proposta e para que o Sindimoc faça uma pedida mais plausível. Se não houver acordo, na terça-feira, a magistrada encerrará as negociações e julgará o dissídio coletivo, determinando, ela, o índice de reajuste a ser aplicado.