Volta dos trabalhos na Câmara tem protestos de servidores e discurso do prefeito Rafael Greca

Foto: Fábio Buchmann
Foto: Fábio Buchmann

Fábio Buchmann/ CBNCuritiba

Depois de um mês terminou o recesso parlamentar na Câmara Municipal de Curitiba. A primeira sessão plenária de 2018 começou com um discurso do presidente da Casa, Serginho do Posto, do PSDB.

Começou fazendo um balanço dos trabalhos da Câmara em 2017. Serginho do Posto disse que os trabalhados na Casa foram marcados pela pró-atividade, ao contrario do que ocorreu no Congresso Nacional.

“A gente foi muito mais proativo do que a gente tem visto no Congresso, que não avança nas reformas e não atende as expectativas do cidadão”, disse.

O presidente falou ainda sobre diversas mudanças no regimento interno da Casa. Medidas que têm o objetivo de modernizar e melhorar o processo legislativo. A tendência a partir de agora é de que mais vereadores discursem no início das sessões, com a instituição de uma espécie de rodízio.

Serginho do Posto também falou sobre a dificuldade em aprovar os projetos da prefeitura que compõem o chamado Plano de Recuperação Fiscal do Município.

No fim do primeiro semestre a casa foi invadida por servidores municipais, insatisfeitos com as medidas apresentadas que atingiram a categoria, e as sessões tiveram que ser transferidas para a Ópera de Arame.  Serginho do Posto disse que pensa apenas no bem-estar da população e espera que todo o esforço não tenha sido em vão.

“O momento que o país passa economicamente é difícil, mas tem que ser superado com medidas e ações importantes que traduzam no benefício e no dia a dia da cidade, principalmente nos serviços de ponta; educação, saúde, infraestrutura”, afirmou.

Discurso de Greca e protestos

Rafael Greca falou em seguida. O discurso foi de pouco mais de meia hora. Citou os investimentos na saúde, o maior da história da cidade segundo ele. Greca falou ainda sobre obras previstas para este ano como a reforma da Ponte Preta na rua João Negrão, a construção de novos terminais de ônibus na cidade, como o do bairro Tatuquara, e uma ação intensiva para promover o despiche na cidade.

Rafael Greca também falou sobre o reajuste do IPTU, proposta aprovada no ano passado na Câmara e que gerou muita polêmica, por causa da desvinculação da taxa do lixo.

Segundo a Prefeitura a vinculação deste serviço era uma das principais causas do déficit anual de cerca de R$ 80 milhões que o município precisa arcar para manter a coleta de lixo. Greca falou sobre a contestação dos valores e os critérios que vão definir quem estará isento do pagamento.

“A avaliação vai ser feita por critério social. Pessoas realmente com incapacidade contributiva reconhecida pela Fas, serão dispensadas do pagamento. O problema é que muita gente tenta dar um jeitinho”, disse.

Quando o prefeito estava deixando a Câmara teve protesto de servidores municipais. Aproximadamente 30 manifestantes com fantasias organizaram um bloco de carnaval com marchinhas e músicas de protesto no estilo funk.

O prefeito não chegou a cruzar com os manifestantes. O protesto ocorreu de forma pacífica e foi encerrado no final da manhã.