Preços do diesel e da gasolina têm nova redução

combustíveis impostos

Um dia depois de o preço da gasolina ter sido reduzido em 3,8% e o do diesel em 1,3% nas refinarias, uma nova diminuição no preço dos dois combustíveis entrou em vigor neste sábado (18).

De acordo com a Petrobras, o diesel caiu 0,3% e a gasolina 1,4%, neste sábado. A redução de 3,8% da gasolina na sexta-feira (17) nas refinarias foi a maior para um único dia desde que a Petrobras passou a adotar, este ano, a metodologia de ajustes quase diários dos valores do diesel e da gasolina.

A nova política da estatal é a de acompanhar as oscilações dos preços das duas commodities no mercado internacional – onde os aumentos e redução são quase que diários. A redução ocorre após um recuo expressivo nas cotações internacionais. Nos últimos dez dias, os contratos futuros da gasolina nos EUA caíram cerca de 6%.

O presidente da Federação das Transportadoras de Cargas do Paraná (Fetranspar), Coronel Sérgio Malucelli, afirma que a redução não é motivo para comemorar, já que é pratica comum da empresa aumentar os preços dos combustíveis nas refinarias dias depois de baixá-los.

“A redução ocorre na refinaria. É preciso ver o qual é a consequência disso na bomba, no produto final, aquilo que entra no tanque do automóvel”, afirma. Segundo o presidente, raramente as oscilações são repassadas ao consumidor. “Isso não tem consequência prática na bomba. Continuamos pagando um dos maiores valores para o litro de combustível no mundo”, lamenta.

A queda do valor da gasolina vendida pela Petrobras às distribuidoras acontece após o preço médio do combustível nos postos do Brasil atingir níveis recordes, colaborando para pressionar a inflação. Na semana passada, o combustível atingiu uma máxima nominal, sendo vendido a R$ 3,938 por litro, segundo pesquisa da reguladora ANP. A alta deste ano teve influência principalmente de um aumento na carga tributária.

A Petrobras também lembra que as revisões feitas em seus preços podem ou não se refletir no preço final ao consumidor, uma vez que, segundo a empresa, a decisão de repassar o reajuste cabe às distribuidoras e aos proprietários dos postos de combustível.

O coronel Sérgio Malucelli não acredita em uma queda de preço e critica o fato de que quando o anúncio é de aumento do preço nas refinarias, e não de queda, os postos correm para ajustar os valores. “Isso faz parte do empresário da revenda do combustível. Eles são empresários, querem ganhar dinheiro, visam ao lucro. Porém, quando há redução, isso não ocorre nas bombas”, diz.

O ajuste anunciado pela empresa poderá acelerar a necessidade de uma reunião do Grupo Executivo de Mercado e Preços (Gemp) da Petrobras – que atua quando há necessidade de reajustar os combustíveis em mais de 7% para cima ou para baixo em um único mês -, caso o combustível permaneça em queda.

A última vez que o Gemp se reuniu foi no início da semana passada.