Brasil fecha 2017 com 12,3 milhões de pessoas desocupadas

Foto: Rodolfo Buhrer/Paraná Portal

A taxa de desemprego média de 2017 ficou em 12,7%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados nesta quarta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta é a maior taxa da série histórica, iniciada em 2012. Em 2016, a taxa havia ficado em 11,5%.

O índice registrado no último trimestre de 2017 (11,8%) representa uma leve queda em relação ao trimestre encerrado em setembro (12,4%).

No acumulado de 2017, o Brasil tinha 12,3 milhões de pessoas desocupadas (desempregados em busca de recolocação). Esse contingente caiu 0,3% na comparação com 2016 (31 mil pessoas a menos).

Ao final de 2017, 92,1 milhões de pessoas estavam empregadas no Brasil, alta de 2% em relação a 2016 (1,8 milhão de pessoas a mais). As vagas com carteira assinada em 2017 somaram 33,3 milhões, queda de 2%, ou 685 mil pessoas em relação ao verificado em 2016.

Embora a taxa de desemprego venha caindo nos últimos períodos, a melhora se deve, principalmente, à geração de vagas informais e não ao aumento no número de empregos formais, com carteira assinada. O país tem visto o número de autônomos e empreendedores crescer – ocupações que, em geral, são de menor qualidade e segurança, por não contarem com o amparo das leis trabalhistas.

Trabalhadores por conta própria somaram 23,1 milhões de pessoas, alta de 4,8% em relação a 2016 (1,7 milhão de pessoas a mais). Trabalhadores sem carteira tiveram alta de 11,1% (598 mil pessoas a mais), tendo registrado alta de 5,7% em relação ao ano anterior.