Exportações iniciam ano com forte queda para empresas maringaenses

Produtor colhendo milho
FOTO: JONAS OLIVEIRA/AEN

Com  Metro Jornal Curitiba

Em janeiro deste ano, as empresas maringaenses exportaram o equivalente a US$ 48,9 milhões. O montante é o menor desde fevereiro de 2010, quando as negociações com o mercado externo renderam apenas US$ 19,6 milhões.

O volume exportado no mês passado representa uma queda de 30,9% em relação a janeiro de 2016, período em que as exportações maringaense somaram US$ 70,8 milhões, segundo dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). No comparativo com dezembro, o recuo é ainda maior, 40,8%. No último mês de 2016, Maringá exportou US$ 82,6 milhões.

A explicação para a queda nas exportações 

A balança comercial tem sido afetada pela retração dos preços das commodities no mercado internacional por causa da expectativa de menor crescimento da economia chinesa, grande compradora de produtos básicos. As vendas de produtos básicos foram as que apresentaram maior recuo, caindo de US$ 38,5 milhões em janeiro de 2016 para US$ 17,4 milhões em 2017.

Os semimanufaturados passaram de US$ 30,2 milhões para US$ 28,8 milhões, e os industrializados de US$ 32,2 milhões para US$ 31,4 milhões. Na contramão, as exportações de manufaturados aumentaram de US$ 1,9 milhão para US$ 2,5 milhões. Produtos e parceiros O açúcar foi responsável por quase 55% do volume exportado por Maringá, arrecadando US$ 26,8 milhões.

No ano passado, o produto respondia por 41% de participação, com US$ 29,2 milhões comercializados com o exterior. Já o milho apresentou uma queda brusca nas vendas, passando de US$ 28,8 milhões em janeiro de 2016 para US$ 2,3 milhões este ano.

Embora com participação menor, a China continua como principal parceiro comercial ao investir US$ 18,6 milhões na compra de produtos maringaenses. Na lista de principais destinos também aparecem Estônia (US$ 7,7 milhões), Arábia Saudita (US$ 3,9 milhões), Emirados Arabes (US$ 2,8 milhões) e Georgia (US$ 2,6 milhões).

Dólar mais barato puxa queda nas vendas

O forte recuo do volume das exportações maringaenses em janeiro deste ano está também relacionado ao aspecto cambial, segundo avaliação do Instituto Mercosul. Em janeiro de 2016, o dólar atingiu o maior valor do plano real ao ser cotado a R$ 4,16, com variação média de 0,10% durante o mês.

No primeiro mês deste ano a moeda norte-americana oscilou entre R$ 3,14 e R$ 3,26 com variação média de 0,20%, ou seja, oscilação superior em 2017. Especialistas apontam que a valorização do real frente ao dólar impacta nos resultados da balança comercial, pois é a moeda de troca das transações comerciais estrangeiras.

Com a desvalorização do real frente ao dólar observada no último mês os produtos brasileiros ficam menos competitivos no exterior. Por outro lado, as importações são beneficiadas, o que explica o crescimento de 38,35% em janeiro em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 17,39 milhões.

O saldo da balança comercial foi impactado ainda pela diminuição na venda de açúcar (-0,08%) e milho (-91,7%). Outros produtos tiveram alta como frango (+43,4%), oléo de soja (+4,2%) e mel (+694,1%), mas não em volume suficiente para alavancar o saldo devido à porcentagem de participação na pauta.