Exportações de Maringá têm retração de 23% em 2016

Foto: Ivan Bueno / AEN
Foto: Ivan Bueno / AEN
Rosangela Gris | Metro Jornal Maringá

Maringá acumula uma queda na receita com as exportações de 23% e caminha para fechar o ano de 2016 com o pior resultado desde 2009, quando a cidade exportou US$ 891 milhões.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), o faturamento do comércio internacional caiu de US$ 1,70 bilhão entre janeiro e novembro de 2015 para US$ 1,31 bilhão no mesmo período deste ano, o que representa US$ 392 milhões a menos.

Em novembro deste ano, os embarques de produtos maringaenses totalizaram US$ 55 milhões, recuo de 37,5% no comparativo com os US$ 88,1 milhões exportados em outubro deste ano.

Em relação ao mesmo período de 2015, a queda foi de 51,9%, quando os negócios com o mercado externo renderam US$ 114,5 milhões.

Dólar e crise

De acordo com o Instituto Mercosul, entre os fatores que têm influenciado a queda nas exportações está a variação cambial. No início do ano, o dólar valia R$ 4,04, passando a R$ 3,21 em agosto até chegar a R$ 3,19 em outubro.

Também impactaram nas vendas ao exterior o pre- ço das commodities e o cenário político do país, que derrubou a confiança dos empresários e reduziu a produtividade.

Efeito China

O mercado local também foi afetado pela desaceleração econômica da China, seu principal parceiro no exterior. Desde 2011, o país asiático vem reduzindo a demanda por produtos importados, principalmente as commodities. De janeiro a novembro deste ano, Maringá viu as exportações para a China recuarem 37% no comparativo com o mesmo período de 2015.

Luz no túnel

Para Renata Mestriner, presidente do Instituto Mercosul, apesar da queda considerável nas exportações, os empresários não devem desanimar. “A saída é continuar buscando oportunidades de negócios em mercados alternativos, capacitar-se para as mudanças e políticas implementadas pelo governo e diversificar a pauta dos produtos, agregando valor aos produtos fabricados na região”, orienta Renata.

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