Governo tenta retomar reforma da Previdência

Foto: EBC

Com o Congresso envolvido na votação da reforma política, o governo federal tenta fazer retornar à pauta do Legislativo as negociações para a aprovação da reforma da previdência. A intenção é dar sinais positivos ao mercado e aos investidores, depois de a equipe econômica ter precisado anunciar uma ampliação na previsão de rombo nas contas neste e nos próximos três anos.

Mas os planos no governo devem esbarrar em um Congresso cada vez mais focado na reforma política, que precisa ser aprovada até o início de outubro e mexe diretamente com os interesses dos parlamentares.

As articulações pela reforma da Previdência ficaram completamente paralisadas após o estouro da crise política com as delações dos executivos da JBS, que implicaram o presidente Michel Temer. Com a rejeição da denúncia contra Temer pela Câmara dos Deputados, a intenção do governo é retomar as conversas pela aprovação das mudanças nas regras de aposentadoria e pensões no Brasil, que atacam o principal gasto no Orçamento do País.

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Mas o governo está longe de ter os 308 votos necessários para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma. Pelas contas dos líderes governistas na Casa, o governo só tem hoje 220 votos a favor do texto aprovado na comissão especial. Esse número é até menor do que os cerca de 250 que eram contabilizados antes do episódio JBS.

Política. Integrantes do governo reconhecem nos bastidores que a reforma política e a mudança nas metas fiscais para 2017 e 2018 dominaram as discussões nos últimos dias e acabaram atrapalhando as conversas, mas o objetivo é tentar reverter esse jogo. A avaliação do governo é de que, embora a reforma política e a discussão sobre a meta tenham atrasado a retomada da Previdência, a estratégia a ser mantida é a mesma. A percepção da área econômica é que há um clima mais favorável à votação.