Investimentos e juros reanimam construção

Agência Brasil/ Tomaz Silva
Repórter Thiago Machado do Metro Curitiba

Passaram-se quatro anos de dificuldade desde 2014, mas a partir de 2018 o setor da construção civil no Paraná espera sair do negativo.

Segundo um balanço divulgado na quarta-feira (6) pelo SindusconPR (Sindicato da Indústria da Construção no Estado do Paraná), a expectativa é de crescimento 2% no ano que vem no país, revertendo quatro quedas consecutivas: de -6 neste ano, -5,6% em 2016, -9,0 em 2015 e de -2,1% em 2014.

Os dois principais fatores para a retomada são a redução na taxa de juros (que volta a facilitar o crédito para os compradores) e o recente retorno dos investimentos no país.

Dados do IBGE mostram que o último trimestre teve uma alta de 1,6% na Formação Bruta de Capital Fixo, que mede os investimentos. Este índice vinha de 5 anos consecutivos de queda. “É um viés positivo de início de alta em 2018”, avalia o presidente do SindusconPR, Sérgio Luiz Crema.

Além disso, a baixa confiança dos consumidores e dos empresários também parece ter ficado para trás, diz o vice-presidente do Sinduscon Marcos Kahtalian. “Nós não vemos mais nos plantões de venda as pessoas em dúvida. De não saber se vão comprar por causa do futuro”, conta.

Segundo ele, dois episódios recentes geraram as maiores rupturas no mercado: o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, e a divulgação da delação de Joesley Batista, em maio deste ano. “Agora as pessoas já sabem que vai ter eleições no ano que vem e, independente de como isso se desenrolará, a vida continua”, diz.

Crédito

Uma das grandes expectativas para a retomada do setor é a entrada no mercado da LIG (Letra Imobiliária Garantida). Regulamentados pelo Banco Central em agosto, os papéis podem ser emitidos por bancos e comprados por investidores. “As LIGs estão sendo feitas para que o capital estrangeiro possa entrar no setor. Eles estão prontos para investir”, diz Crema.