Gasolina tem alta acumulada de 3,7% nas refinarias em novembro

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Com Lucian Pichetti, CBN Curitiba

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (16) uma redução nos preços da gasolina e do diesel nas refinarias em todo o país. Os novos valores valem a partir da zero hora desta sexta-feira (17).

Segundo nota divulgada pela empresa, o diesel tem redução de 1,3%, e a gasolina de 3,8%.

Esta é a sexta queda de preços anunciada pela Petrobras somente neste mês para o óleo diesel. Desde o último dia 1º, o diesel tem queda acumulada de preços de 1,3%. Já a gasolina, com quatro reduções e sete altas desde o último dia 1º, fecha o mesmo período com alta acumulada de 3,7% nas refinarias.

A nova política da estatal é a de acompanhar as oscilações dos preços das duas commodities no mercado internacional – onde os aumentos e redução são quase que diários. A redução ocorre após um recuo expressivo nas cotações internacionais. Nos últimos dez dias, os contratos futuros da gasolina nos EUA caíram cerca de 6%.

O presidente da Federação das Transportadoras de Cargas do Paraná (Fetranspar), Coronel Sérgio Malucelli, afirma que a redução não é motivo para comemorar, já que é pratica comum da empresa aumentar os preços dos combustíveis nas refinarias dias depois de baixá-los.

“A redução ocorre na refinaria. É preciso ver o qual é a consequência disso na bomba, no produto final, aquilo que entra no tanque do automóvel”, afirma. Segundo o presidente, raramente as oscilações são repassadas ao consumidor. “Isso não tem consequência prática na bomba. Continuamos pagando um dos maiores valores para o litro de combustível no mundo”, lamenta.

A queda do valor da gasolina vendida pela Petrobras às distribuidoras acontece após o preço médio do combustível nos postos do Brasil atingir níveis recordes, colaborando para pressionar a inflação. Na semana passada, o combustível atingiu uma máxima nominal, sendo vendido a R$ 3,938 por litro, segundo pesquisa da reguladora ANP. A alta deste ano teve influência principalmente de um aumento na carga tributária.

A Petrobras também lembra que as revisões feitas em seus preços podem ou não se refletir no preço final ao consumidor, uma vez que, segundo a empresa, a decisão de repassar o reajuste cabe às distribuidoras e aos proprietários dos postos de combustível.

O coronel Sérgio Malucelli não acredita em uma queda de preço e critica o fato de que quando o anúncio é de aumento do preço nas refinarias, e não de queda, os postos correm para ajustar os valores. “Isso faz parte do empresário da revenda do combustível. Eles são empresários, querem ganhar dinheiro, visam ao lucro. Porém, quando há redução, isso não ocorre nas bombas”, diz.

O ajuste anunciado pela empresa poderá acelerar a necessidade de uma reunião do Grupo Executivo de Mercado e Preços (Gemp) da Petrobras – que atua quando há necessidade de reajustar os combustíveis em mais de 7% para cima ou para baixo em um único mês -, caso o combustível permaneça em queda.

A última vez que o Gemp se reuniu foi no início da semana passada.