Petrobras eleva preço de combustíveis nas refinarias em 4,2%, maior alta em 9 meses

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Com Metro Curitiba

A Petrobras vai elevar nesta sexta-feira (1) o preço da gasolina em 4,2% nas refinarias, no maior reajuste desde a implantação da nova política de preços há dois meses. A alta anunciada ontem é a maior desde os 8,1% de 5 de dezembro de 2016.

Já o diesel terá um aumento de 0,8%. Com o aumento que passará a vigorar a partir de hoje, o preço da gasolina acumula alta nos últimos quatro dias (20 de agosto a 1º de setembro) de 4,7% e o óleo diesel de 4,2%.

Embora a Petrobras não fale sobre o assunto, o forte reajuste de hoje ocorre após a disparada nas cotações internacionais do produto em decorrência dos danos provocados pela tempestade tropical Harvey no Texas, coração da indústria de energia dos Estados Unidos.

A nova sistemática de reajustes da Petrobras, em vigor desde o início de julho e que prevê mudanças quase que diárias para os combustíveis, pressupõe que as cotações domésticas desses produtos não fiquem aquém das observadas no exterior.

Por meio de nota, o Sindicombustíveis-PR se posicionou contrário ao aumento no preço dos combustíveis e afirmou que o valor de repasse das distribuidoras para os postos têm gerado conflitos.

Confira na íntegra

O Sindicombustíveis-PR é contrário a esta sequência de aumentos promovidos pela Petrobras, que penalizam a todos – consumidores, donos de postos e sociedade em geral. O novo aumento é ainda mais grave pela proporção que teve e por chegar em seguida à recente alta nos impostos – Pis, Cofins e ICMS. 
 
Relembramos ainda um ponto importante: os postos compram os combustíveis das empresas distribuidoras, e não diretamente das refinarias. Deste modo, é importante reforçar que altas e baixas dependem inicialmente do repasse das companhias de distribuição.
 
Com a variação mais frequente de preços promovida pela Petrobras, tem se agravado uma situação sobre a qual o Sindicombustíveis-PR já fez alerta: em geral as tendências de baixa são repassadas pelas distribuidoras aos postos de forma lenta, em menor escala ou simplesmente não são repassadas.
 
Por outro lado, quando o viés é de alta, os acréscimos são rapidamente aplicados pelas empresas de distribuição e repassados aos postos. Vale salientar ainda que, diante do cenário recessivo, a maioria dos postos tem trabalhado com estoques baixos e reposição diária de produtos.
 
Finalizamos informando que o Sindicombustíveis-PR não formula, regula ou sequer pesquisa preços, e que as informações repassadas estão disponíveis no mercado.