Redução em gasolina e diesel não compensa aumentos, diz presidente da Fetranspar

Gasolina mais cara

BandNewsCuritiba

Para a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná, a redução fracionada nos preços da gasolina e do Diesel, que deve ser aplicada nesta sexta-feira (17) pela Petrobras, não terá impacto nos preços cobrados nas bombas, e consequentemente, em nenhum serviço. A Petrobras deve reduzir em 3,8% os preços da gasolina a partir de hoje nas refinarias de todo país.

Apesar de considerada inexpressiva pelo consumidor final, é uma das maiores quedas em um único dia desde julho, quando a empresa começou a ajustar os valores quase que diariamente. A redução acontece após o preço médio do combustível nos postos bater recordes, com altas acumuladas que passaram de 15%.

Na última semana, o litro da gasolina atingiu a máxima nominal de R$ 3,93. A Petrobras também anunciou ontem (quinta, 16) uma redução no preço do diesel nas refinarias a partir de hoje (sexta, 17). A queda no valor do combustível será de 1,3%. Para o presidente da Fetranspar, coronel Sérgio Malucelli, as reduções não compensam os aumentos consecutivos.

 

 “Essa redução dá na refinaria, mas não chega ao usuário final, que é o carro não comercial ou o carro comercial, que é o setor de transportes. É uma pena que eles anunciam a redução do combustível, mas esquecem que há 15 dias eles elevaram em um percentual muito maior que essa redução que estão dando. Então parece que eles vão compensando, a cada 20, 30 dias, um aumento com uma redução. O que se observa é que, no exterior, o barril do petróleo, o petróleo diminui e aqui no nosso país sistematicamente nós temos aumento. O que nós estamos vendo é que o diesel, nos últimos quatro meses, aumentou muito mais do que as reduções que nós estamos vendo nesse momento”, disse.

O corte de preço de 3,8% da Petrobras ocorre após um recuo expressivo nas cotações internacionais. Nos últimos dez dias, os contratos futuros da gasolina nos Estados Unidos caíram cerca de 6%. Uma queda de 3,8% no preço da gasolina vendida pela Petrobras havia ocorrido anteriormente em 7 de setembro, após uma alta forte decorrente do impacto da passagem da tempestade Harvey pelos EUA, que reduziu temporariamente a capacidade de refino do país.