Ações de Schmitt, que absolveu o “Timão” e ferrou o Coxa, extrapolam o futebol, com salários milionários na CBB

Reprodução-UOL
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Por Pedro Ribeiro

O advogado paranaense, Paulo Schmitt, que atua fora e dentro dos estádios de futebol do País, vem sendo protagonista, nos bastidores, de vergonhosos julgamentos em nível do STJD – Superior Tribunal de Justiça Desportiva – no Rio de Janeiro, está sendo investigado pela Corregedoria do mesmo STJD em processo de denúncia do auditor Washington Rodrigues. A discussão, que ultrapassou o famoso “tapetão” para tomar o campo da mídia esportiva e até policial, me chamou a atenção porque, agora me recordo, que o mesmo cidadão esteve envolvido no caso do Corinthians, onde absolveu o “Timão” e ferrou com o Coritiba.

Realizando uma pesquisa nos blogs de jornalistas especializados em futebol ou esporte em geral, acabei vendo que suas ações visando interesses próprios em prejuízo ao futebol brasileiro vem somando perdas irreparáveis a clubes de futebol e aos próprios atletas. Schmitt já participou de casos semelhantes em clubes como os da Portuguesa, do Atlético Mineiro e Internacional, além do Corinthians e agora mais recentemente o time paranaense “Jotinha”.

Segundo o blogueiro Lúcio de Castro, Schmitt também é conhecido no basquete brasileiro, onde recebe R$ 35 mil mensais para prestar assessoria jurídica à Confederação Brasileira de Basquete onde, inclusive, ganhou seis licitações ligadas à sua empresa, a Praxis Consultoria e Informações Desportivas, em prejuízo a empresas concorrentes. Castro, que também é colaborador do UOL, comenta em sua página que o advogado tem um saldo a receber de R$ 210 mil da CBB, além de já ter recebido mais de R$ 3 milhões da própria entidade.

Passei do campo político para o esportivo depois de observar e entender que a corrupção está contaminando várias áreas e é lamentável que isto aconteça nos esportes, onde o País tem tudo para ser destaque em nível internacional e avançar cada vez mais nas Olimpíadas. Esperamos que se crie, também, em nível dos esportes, uma Operação Lava Jato e não apenas CPIs que acabam virando pizza. O povo brasileiro que tem, nos esportes, seus momentos de lazer e descontração, não merecem isso.

Pedro Ribeiro é jornalista