Atlético, Coritiba e Werley escapam de punição por incidentes no Atletiba

Daniela Lameira / Site STJD
Daniela Lameira / Site STJD

A Quarta Comissão Disciplinar do STJD do Futebol julgou nesta sexta-feira, as infrações ocorridas no Atletiba do último dia 10. Denunciados por atraso e por rixa, conflito ou tumulto os clubes foram absolvidos, enquanto o atleta Werley (expulso ao final da partida por ofensas às arbitragem) foi apenas advertido. A única punição foi imposta ao roupeiro do Coritiba, Diego de Souza Alves, suspenso por 30 dias por desrespeitar a arbitragem.

Presente no julgamento, Werley explicou o ocorrido na partida e afirmou conhecer e ter um bom relacionamento com Anderson Daronco. O jogador do Coritiba negou que tenha desrespeitado a arbitragem. “Em nenhum momento chamei ele de ladrão”.

Pela Procuradoria, Rafael Mocarzel reiterou a denúncia. “As provas produzidas não descaracterizam em nada a súmula. O depoimento corrobora com o que está narrado e da procedência a denúncia. As imagens do Atlético-PR são cortadas e distantes e não descaracterizam a denúncia. Pela procedência da denúncia em sua totalidade”, disse o Procurador.

Os advogados de Atlético-PR e Coritiba, Marcelo Mendes e Pedro Gomes, respectivamente, reforçaram que as equipes não atrasaram para entrar em campo e respeitaram o prazo determinado. As defesas destacaram ainda que a súmula não é clara e não há de se falar em rixa ou confusão por parte dos clubes.

Pedro Gomes defendeu ainda o roupeiro Diego de Souza Alves e o atleta Werley.  “Alguns atletas foram questionar a arbitragem ao final da partida, mas em nenhum momento o atleta Werley desrespeitou o árbitro. Eles se conhecem há alguns anos. A reclamação não é vedada pelo STJD. O que não pode é haver desrespeito ou ofensa”, concluiu.

No entendimento do relator do processo, Auditor João Riche, não houve infração por parte dos clubes. “As equipes devem ingressar em campo com antecedência de 7 minutos, conforme regulamento, e assim fizeram. Absolvo ambas as equipes. No artigo 257 não se enquadra também e absolvo. Já o roupeiro não faz parte da comissão técnica e não deveria se dirigir a arbitragem. Voto para aplicar 30 dias de suspensão, sendo 15 dias para cada conduta. Ao atleta Werley, considerando o cumprimento da automática e o caráter pedagógico, sugiro a absolvição”, votou o relator.