Lei que regulamenta profissão de treinador será batizada Caio Júnior

Caio Junior

O nome da lei que vai regulamentar a profissão de treinador no Brasil será uma homenagem ao ex-jogador e técnico paranaense Caio Júnior. Ele foi uma das vítimas do desastre aéreo da Chapecoense, que deixou 71 mortos na Colômbia, em novembro do ano passado.

A Lei Caio Júnior, em tramitação na Câmara dos Deputados, é de autoria do deputado José Rocha (PR), e tem como relator o deputado e ex-árbitro Evandro Roman (PSD). A lei vai fixar regras de trabalho para os treinadores e ampliar a proteção jurídica da categoria em casos de quebra de vínculos contratuais.

O projeto também determina que o contrato do treinador não pode ter prazo menor que seis meses e nem superior a dois anos. Os períodos de concentração, viagens e pré-temporada devem ser pagos como acréscimos de remuneração. A lei ainda prevê a garantia de um dia de folga semanal para os técnicos de futebol.

O projeto tramita em caráter conclusivo na Câmara e será examinado pela Comissão de Constituição e Justiça.

Caio Junior nasceu em Cascavel e atuou como jogador em clubes de destaque nacional como Grêmio e o Paraná Clube. Como treinador, Caio Junior ganhou destaque ao participar da campanha que levou o Paraná Clube à Copa Libertadores e 2007. O técnico também participava da classificação inédita da Chapecoense à final da Copa Sul-Americana, no ano passado. O time catarinense teve a trajetória interrompida pelo desastre aéreo com o avião da Companhia La Mia, da Bolívia e foi declarado campeão do torneio.