Malucelli ameaça fechar clube, ir à Justiça Comum e detona STJD: “teatro”

Divulgação/J. Malucelli
Divulgação/J. Malucelli

Joel Malucelli é um dos empresários mais poderosos do Brasil. Ex-presidente do Coritiba – quando o clube revelou Alex – é também o dono de um conglomerado com mais de 40 empresas em diversos ramos, entre eles, o futebol. Ao lado do irmão Juarez Malucelli, Joel preside o J. Malucelli Futebol, que chegou a ser o Corinthians Paranaense por três temporadas.

O clube, que tem uma folha mensal de R$ 4 milhões para 80 funcionários diretamente ligados ao futebol, foi punido pelo STJD pela escalação do atacante Getterson, em função de uma irregularidade em seu registro. É o caso que ainda pode paralisar o Paranaense e deve rebaixar o Jotinha – como é conhecido o time – para a segunda divisão local. Joel contesta a decisão e ameaça fechar as portas do clube e ir à Justiça Comum contra o STJD por conta da decisão. Para ele, tudo o que se passou no Rio de Janeiro foi uma encenação.

“Estamos revoltadíssimos, achamos que a reunião do STJD que julgou esse caso foi uma peça teatral”, dispara, com alvo certeiro: “O advogado Paulo Schmitt, com sua influência, solicitou a reunião, visitou os auditores e eles vieram com a decisão já tomada”, afirma.

Schmitt defendeu o Toledo no caso, como terceiro interessado. Foi a primeira causa do ex-procurador do próprio STJD após 10 anos. Ao sair, Schmitt era investigado pela corregedoria do tribunal por conta de e-mails de Marco Polo Del Nero endereçados a ele, que indicavam uma suposta influência da CBF no tribunal desportivo.