Polícia argentina faz buscas na casa de Cabral. Situação de meia do Atlético-PR, detido, pode piorar

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O meia Luciano Cabral, do Atlético Paranaense, pode ter sua situação complicada no caso que envolve o assassinato de um jovem na cidade de General Alvear. Cabral permanece detido em uma delegacia de General Alvear, cidade ao sul da província de Mendoza, onde havia se apresentado espontaneamente à polícia na tarde de terça-feira (3), para esclarecer sua situação na morte de Joan Villegas, de 27 anos, no primeiro dia do ano, após uma briga de rua. A princípio, o jogador não estava na lista de procurados pela polícia e deveria ser liberado, mas enquanto prestava depoimento foi lavrada uma ordem de prisão e Cabral foi detido. A polícia também realizou buscas na casa do meia e sua situação pode se complicar ainda mais.

Cabral deveria se apresentar ao Atlético nesta semana, mas o clube ainda não se pronunciou oficialmente sobre o que acontecerá com o futuro do meia. Antes da reviravolta do caso, José Cabral já estavam detidos. O meia, que está cedido pelo Argentinos Juniors tem a nacionalidade chilena e tinha possibilidades de transferência para o Colo-Colo, Banfield ou o River Plate, que já demonstravam interesse. Pela seleção do Chile, ele disputou o Sul-Americano de 2015.

Surpreso com o episódio, o presidente do Atlético Luis Sallim Emed, disse, em entrevista à Gazeta do Povo, que Luciano Cabral “havia telefonado para tranquilizar o clube sobre a investigação policial” e que deve se apresentar no dia 11 juntamente com o elenco. O Atlético-PR ainda não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido.

O crime

Segundo reportagem do jornal Clarín, o chefe de polícia de General Alvear, Pedro Constanzo, disse ao Canal 7 de Mendoza, afirmou que o jogador e seu advogado se apresentaram na delegacia, após descobrirem que aos policiais haviam feito buscas em sua casa. Enquanto prestava seu depoimento o juiz encarregado do caso decidiu sobre sua prisão.

O jovem foi morto após ser agredido, segundo testemunhas, por cinco outras pessoas. Entre várias pedradas recebidas uma delas atingiu seu crânio e foi fatal.

No dia do crime dois homens foram presos e para surpresa da população da pequena cidade um dos acusados ​​pelo crime era Juan Cabral (42), o pai do jogador. Juan Cabral não resistiu à prisão e entregou seu celular e sapatos com manchas de sangue. A polícia também investiga peças de roupas, chinelos, shorts e outros pertences do jovem de 17 anos para conhecer seu envolvimento.