Tragédia com avião da Chapecoense completa um mês nesta quinta-feira

1480408481_086304_1480433131_album_normal

Rádio CBN Curitiba/Tabata Viapiana

A tragédia que abalou o mundo completa um mês nesta quinta-feira. A queda do avião da Chapecoense levou sonhos e planos de 71 pessoas, entre jogadores, integrantes da comissão técnica, jornalistas e convidados. Do acidente, surgiram inúmeras homenagens às vítimas – algumas da mais marcantes aconteceram em Curitiba.

O apito simbólico de início do jogo que deveria acontecer às 21h45 do dia 07 de dezembro de 2016, nunca aconteceu. A Chapecoense tinha escolhido o Couto Pereira para o maior momento da sua história: a final da Copa Sul-Americana. O destino, sabe-se lá porque, tinha outros planos. Em vez de assistir a conquista de um título, o estádio acabou recebendo homenagens às vítimas da tragédia.

Primeiro, um minuto de silêncio, seguido pelo apito do árbitro e palmas vindas das arquibancadas lotadas. As luzes do Couto se apagaram e o que se ouviu foram gritos de “campeão” Quase 30 mil pessoas. Camisas de Atlético, Coritiba e Paraná juntas, em harmonia. Torcedores de times de fora do Paraná. O verde e o branco que uniam Chapecoense e Atlético Nacional, o rival da decisão da Sul-Americana, se destacavam em faixas e bandeiras espalhadas pelo estádio. Esse foi o público que participou da homenagem no Couto Pereira. Público que não parou de cantar um minuto sequer.A união entre rivais de longa data em prol de uma causa maior, em prol da solidariedade, foi algo nunca visto nas arquibancadas.

Nesta quinta-feira (29), o acidente com a delegação da Chapecoense completa um mês. Naquela manhã de 29 de novembro, as atenções estavam voltadas para Medellín, onde as informações, com o passar do tempo, davam dimensão do tamanho da tragédia: 71 mortos e apenas seis sobreviventes.

Entre as vítimas, 14 profissionais que nasceram no Paraná ou que passaram pelo estado, como o técnico Caio Júnior. Ele se destacou no Paraná como atacante campeão paranaense em 1997 e treinador em 2002 e 2006. Na última passagem, o tricolor obteve a classificação inédita para a Libertadores. Momentos antes da decolagem para Medellín, Caio Júnior enviou um áudio a seu assessor de imprensa.

No dia 04 de dezembro, uma cerimônia aberta ao público marcou a despedida ao treinador. Torcedores acompanharam uma missa na Igreja dos Passarinhos ao lado de grandes nomes do futebol, que vieram a Curitiba, entre eles Cuca, que comandou o Palmeiras na conquista do Brasileirão 2016 – definido na rodada do 27 de novembro, justamente numa partida contra a Chapecoense.
Muito emocionado, o técnico do Atlético Paranaense, Paulo Autuori, destacou a humildade e sensibilidade do colega. O ex-jogador e ídolo do Coritiba, Alex também esteve na cerimônia e falou sobre a última conversa que teve com o técnico da Chapecoense, no fim de semana anterior à tragédia.

Da tragédia que abalou o mundo esportivo, pode-se tirar uma lição importante para o futuro. O grito entoado pelos jogadores no vestiário, após a classificação heroica para a final da Sul-Americana, foi propagado pelas mais variadas torcidas, lado a lado, como se fossem uma só. Em inúmeras homenagens, Curitiba também eternizou a Chapecoense.