Aviões de combate dos EUA e Coréia do Sul fazem exercício de defesa aérea

Foto Ilustrativa: Phill Ladouceur e Kelly M. Agee/ US Navy
Foto Ilustrativa: Phill Ladouceur e Kelly M. Agee/ US Navy
Com informações da Agência EFE

Mais de 100 aviões de combate dos EUA e Coréia do Sul fazem um exercício de defesa área, conforme informado nesta quinta-feira (20) pela Força Aérea da Coreia do Sul, em plena escalada de tensão na península.

De acordo com a Agência EFE, o exercício Max Thunder, que começou na sexta-feira passada (14), embora seu início só tenha sido revelado hoje, vai durar duas semanas, terminando quase ao mesmo tempo que as manobras conjuntas de dois meses de terra, mar e ar Foal Eagle.

Cerca de 1.200 soldados também participam desse exercício anual, voltado a “constranger o inimigo” e projetado para “responder a qualquer forma de provocação em qualquer momento e lugar”, segundo o tenente Won In-chul, da Força Aérea sul-coreana, em declarações divulgadas pela agência Yonhap.

Won acrescentou que essas manobras conjuntas são uma boa oportunidade para melhorar as habilidades táticas de ambos os países, indispensáveis para manter a segurança na península coreana.

Quase 300 mil soldados sul-coreanos fizeram parte de outras manobras conjuntas – Key Resolve e Foal Eagle – este ano, o que representa o maior trabalho até hoje de exercícios anuais. Para a Coreia do Norte, trata-se de um ensaio para invadir seu território.

Sem negociação direta entre EUA e Coréia do Sul

O vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), Mike Pence, descartou na quarta-feira (19) negociar diretamente com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, uma saída para a crescente tensão entre os dois países, pelo menos por enquanto. A informação é da Agência EFE.

“A única coisa que precisamos ouvir da Coreia do Norte é que terminou com seu programa de armas nucleares e mísseis balísticos”, disse Pence, em entrevista à CNN, no porta-aviões USS Ronald Reagan, na Base Naval de Yokosuka, no Japão.

O presidente dos EUA, Donald Trump, quando era candidato, manifestou disposição de conversar com Kim Jong-un, mas a tensão entre os dois países aumentou depois que Pyongyang lançou um míssil no Mar do Japão, no último dia 5.

Em seguida, Trump anunciou que enviou para a península da Coreia o porta-aviões Carl Vinson e seu grupo de ataque, embora depois tenha sido revelado que eles se dirigiram ao Oceano Índico.

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, disse que os Estados Unidos estudam a possibilidade de recolocar a Coreia do Norte na lista de patrocinadores do terrorismo, de onde o regime de Pyongyang saiu em 2008.