Cantor de dupla sertaneja é preso por falsificação de cigarros no Paraná

Cantor Rafael. Foto: reprodução / Facebook / Fabio e Rafael

O cantor Rafael, da dupla sertaneja Fábio e Rafael, de Londrina, Norte do Paraná, está entre os presos em uma operação da Receita Federal e do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), da Polícia Civil do Paraná, que tem como alvo uma quadrilha de falsificação de cigarros com atuação em todo o país.

Rafael foi preso em Londrina, suspeito de envolvimento com a quadrilha. A polícia também apreendeu um carro de luxo e um ônibus da dupla sertaneja.

A operação “Sem Filtro” foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (20), para cumprir 35 mandados judiciais em dez cidades de quatro estados do Brasil: Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

Procuradas, a assessoria da dupla sertaneja “Fabio e Rafael” e a defesa do cantor detido não atenderam as ligações da reportagem.

Cerca de cem policiais civis dos quatro estados cumprem 16 mandados de prisão e outros 19 de busca e apreensão – todos expedidos pela Justiça de Londrina, Norte do Paraná.

Entre os alvos de busca e apreensão estão duas fábricas de cigarro, gráficas utilizadas pela quadrilha na atividade criminosa, na residência dos investigados e em uma empresa utilizada para lavagem de dinheiro.

O Nurce pediu ainda o sequestro de R$ 6,5 milhões dos bens do homem apontado como chefe da quadrilha e ainda de 19 veículos utilizados pela organização criminosa – entre eles um ônibus que era utilizado pela dupla sertaneja. A Justiça ainda determinou o bloqueio de seis contas bancárias – duas delas pertencentes a empresas.

Os investigados vão responder pelos crimes contra a saúde pública, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O Nurce suspeita que os cigarros fabricados de forma clandestina são revendidos e consumidos em dezenas de estados do país.

Participam da ação, mais de 100 policiais do Nurce, do Cope (Centro de Operações Policiais Especiais), do Tigre (Tático Integrado Grupo de Repressão Especial), Nuciber (Núcleo de Combate aos Cibercrimes), da DFR (Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba) e da 10ª Subdivisão de Londrina, além de policiais civis de São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Ainda acompanham a operação 31 auditores da Receita Federal.