Deputado Bernardo Carli passa a cumprir prisão domiciliar

Foto: Sandro Nascimento/Alep
Foto: Sandro Nascimento/Alep

O deputado estadual Bernardo Carli (PSDB) passou a cumprir prisão domiciliar a partir desta quinta-feira (16). O parlamentar foi condenado em maio do ano passado por falsidade ideológica e uso de documentos na prestação de contas da campanha de 2010 para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

De acordo com a pena determinada pela Justiça, o deputado deve ficar em casa entre as 22h e 6h, prestar sete horas de serviços comunitários por semana e pagar multa de quinze salários mínimos – um montante de mais de R$ 1 mil.

Em maio de 2016, o deputado já havia sido condenado a um ano e oito meses de prisão domiciliar. No entanto, a pena foi revertida, após a defesa do deputado entrar com recurso.

De acordo com o advogado do parlamentar, Alexandre Knopfholz, o deputado estadual não foi condenado a prisão domiciliar, ele apenas teve a restrição da pena de direitos. “O que houve é que ele foi condenado a uma pena restritiva de direitos, ou seja, não é prisão. Ele foi condenado ainda no ano passado, a defesa interpôs um recurso para o Tribunal Superior Eleitoral, que ainda não foi julgado, nem remetido para lá, e o Ministério Público fez pedido em agravo para que a pena fosse cumprida imediatamente”, explica.

A defesa do parlamentar já entrou com novo recurso contra a condenação do deputado para que a decisão seja revista pelos tribunais superiores. Bernardo Carli continua trabalhando normalmente na Alep. “Não houve qualquer tipo de determinação quanto à cassação ou perda do cargo, determinação de instauração de procedimento na Assembleia, ele continua trabalhando normalmente. Até porque ainda existe um recurso pendente para o TSE e nesse recurso a gente mostra o equívoco na condenação”, afirma.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, Carli cometeu os crimes para omitir uma doação de campanha que não foi contabilizada e declarada na Justiça Eleitoral, ou seja, a prática de caixa dois. De acordo com o Ministério Público, os serviços que foram declarados pelo parlamentar como doação não foram voluntários, e sim remunerados.