Preso do Paraná comandou massacre com decapitações, diz PF

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Documentos e conversas interceptadas pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF) revelam que o mentor do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Roraima comanda a facção de dentro de um presídio do Paraná, segundo reportagem publicada pelo Estadão.

Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp), Ozélio de Oliveira, conhecido como Sumô,  capitaneia a organização em Roraima diretamente da Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP). Ele atuaria ao lado de Diego Mendes de Andrade, o Taylor, que cuida do aliciamento de novos integrantes e da divulgação da doutrina enquanto cumpre pena na Penitenciária Federal de Mato Grosso do Sul.

Uma das conversas interceptadas, Sumô fala sobre como conseguir celulares nas prisões.

“Eu morro de inveja de vocês aí que todo mundo tem um, isso aqui custa 5 mil real (sic) um aqui dentro moleque”, explica Sumô. “Caro que só né! Padrinho, aqui 5 mil é que nós paga pro cara comprar pra nós aparelho”, responde Wax.

Onda de rebeliões e massacres

Nesta semana, diferentes rebeliões em unidades prisionais no Amazonas e em Roraima deixaram cerca de 100 mortos. Uma rebelião envolvendo presos de facções rivais, iniciada no último dia 1º, resultou na morte de pelo menos 56 detentos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a chacina no Compaj ocorreu após um confronto entre facções rivais que disputam o controle de atividades ilícitas na região amazônica: a Família do Norte (FDN) e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Aliada ao Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro, a FDN domina o tráfico de drogas e o interior das unidades prisionais do Amazonas. No domingo, mais quatro presos foram mortos pelos próprios internos em tumultuo na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, também em Manaus.

Já em Roraima, 33 detentos morreram na Penintenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), zona rural de Boa Vista, também em um confronto entre internos. Segundo o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, no caso de Boa Vista as mortes foram resultado de um acerto de contas entre integrantes da mesma facção, o PCC.