Trump deixará empresas para cuidar dos EUA

Trump Jantar
Foto: Metro Jornal Curitiba

Com Metro Jornal Curitiba

Sob pressão e para evitar qualquer conflito de interesses, o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ontem que irá deixar seus negócios. “Farei uma grande coletiva de imprensa na cidade de Nova York, com meus filhos, em 15 de dezembro, para debater o fato de que vou deixar meu grande negócio totalmente para poder me concentrar plenamente na administração do país para tornar a América grande novamente!”, disse o magnata.

Críticos vêm indagando como o republicano irá evitar um conflito de interesse entre a presidência e um império imobiliário de propriedades espalhadas pelo mundo.

Trump disse que a lei não exige que ele altere seu relacionamento com seu negócio, mas acrescentou: “Sinto que é visualmente importante, como presidente, não ter um conflito de interesse de maneira nenhuma com meus vários negócios”. “Sendo assim, estão sendo preparados documentos legais que me afastam completamente das operações de negócios. A presidência é de longe uma tarefa mais importante!”

Relutante em abrir mão de um empreendimento que tornou seu nome conhecido em todo o mundo, Trump chegou a argumentar que não tinha necessidade de se separar da Trump Organization. “O estrago político a uma nova gestão poderia ser amplo. Se o senhor Trump não liquidar [seus bens] , será acusado de motivo pecuniário em qualquer ocasião em que adote uma posição na formulação de políticas”, publicou em editorial o “The Wall Street Journal”.

Secretário do Tesouro é ex-banqueiro do Goldman Sachs

Steven Mnuchin, 53 anos, ex-sócio do Goldman Sachs e financiador de Hollywood, foi escolhido por Trump como secretário do Tesouro para conduzir a política econômica de seu governo. Mnuchin, que passou 17 anos no Goldman Sachs e saiu em 2002 para montar um hedge fund, foi responsável pelas finanças de campanha de Trump.

O investidor bilionário Wilbur Ross, conhecido por seus investimentos em indústrias em dificuldades, deve ser nomeado secretário do Comércio. Na terça-feira, Trump jantou com Mitt Romney, candidato presidencial republicano em 2012, em um restaurante francês de Nova York.

Romney o criticou duramente durante a campanha presidencial, mas o elogiou após o jantar. “Ele continua com uma mensagem de inclusão, de unir as pessoas”, disse o ex-governador, que é cotado para secretário de Estado.