Várias categorias prometem paralisação geral amanhã no Paraná

Manifestação de professores
Foto: Joka Madruga / APP-Sindicato

Brunno Brugnolo, Metro Jornal Curitiba  

Sindicatos dos mais variados setores aprovaram greve para amanhã em protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência do governo federal. Em Curitiba pelo menos oito categorias devem cruzar os braços e afetar bastante a vida da população.

Na semana passada o Sindimoc fez reuniões em todas as garagens da cidade e aguarda grande paralisação do transporte coletivo. Cerca de 1,5 milhão de curitibanos vão ficar sem ônibus caso a adesão seja maciça. A Urbs inclusive já entrou na Justiça pedindo frota mínima de 80% nos horários de pico e 60% fora dele, mas até o fim da tarde de ontem não havia decisão. Já a ACP (Associação Comercial do Paraná) pediu uma liminar contra a greve de ônibus à Justiça do Trabalho.

Na Educação, tanto os professores estaduais quanto municipais aprovaram o início de greve das categorias para amanhã. Além da mobilização nacional, eles possuem pautas locais com o governo e a prefeitura, respectivamente, e, por isso, param por tempo indeterminado e não somente amanhã. “Com a adesão de outros trabalhadores acreditamos que será um grande ato. Vamos sair às 9h da Santos Andrade em caminhada até o Palácio Iguaçu”, declarou o diretor da APP-Sindicato, Luiz Fernando Rodrigues.

No âmbito municipal, a paralisação só para amanhã foi aprovada pelo sindicato dos servidores públicos, que pode gerar outros impactos.

O SindSaúde, dos servidores estaduais da Saúde, também confirmou presença no protesto, assim como o Sindarspen, dos agentes penitenciários, que juntos com os professores da rede estadual têm a pauta em comum do reajuste na data-base.

Segundo André Gutierrez, presidente do Sinclapol, os policiais civis do estado vão seguir a orientação nacional da Cobrapol (Confedera- ção Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis) e da UPB (União dos Policiais do Brasil). “Vamos participar da mobilização, sim. Vai haver impacto no atendimento das delegacias, mas ele vai acontecer”, garantiu.

Funcionários da limpeza param um dia 

Os funcionários da limpeza pública da capital decidiram em assembleia nesta manhã não entrar em greve. Os cerca de 2,5 mil garis responsáveis pela coleta de lixo, varrição e roçada de Curitiba, porém, dicidiram aderir à paralisação nacional contras as reformas do governo Temer.

A proposta da empresa Cavo, de reajuste de 6% nos salários e de 8% nos tíquetes, condicionados à implantação de acordo mensal de compensação de horas para os coletores domiciliares, foi aceita pelos trabalhadores.

Bancários aprovam 24h de paralisação

Em assembleia realizada na noite de ontem, os bancários de Curitiba e região decidiram paralisar suas atividades amanhã em protesto contra a proposta da reforma da previdência.

A adesão é incerta, mas como sempre acontece em greves da categoria, o Centro da capital é sempre mais afetado. Somente em Curitiba são mais de 500 agências bancárias.

Além deles, quem também vai cruzar os bra- ços são os metalúrgicos da RMC. Linhas de montagem de montadores como Renault, Volvo e Volkswagen serão paralisadas.