Projeto de detentos para crianças cegas é finalista no Prêmio Innovare

Foto: Divulgação Depen
Foto: Divulgação Depen

O projeto Visão de Liberdade, da Penitenciária Estadual de Maringá, no Norte do Paraná, é um dos finalistas do Prêmio Innovare deste ano. A premiação, voltada a identificar boas práticas no sistema judiciário, é uma das mais respeitadas do país. A indicação reconhece o trabalho dos detentos que confeccionam materiais didáticos para alunos cegos da rede estadual pública de ensino do Paraná. Os vencedores do prêmio serão conhecidos no começo de dezembro (5), em cerimônia que vai ser realizada no Supremo Tribunal Federal.

Desde 2004, detentos de Maringá confeccionam livros digitados para impressão em braille, livros falados, materiais em relevo, maquetes e jogos adaptados. Os materiais são distribuídos para 127 municípios do Paraná atendidos pelo Centro de Apoio Pedagógico (CAP) de Maringá. Desde que começaram o trabalho, os detentos custodiados na penitenciária produziram 84.820 trabalhos de material didático em relevo, 453 livros e 54 apostilas digitados, 126 livros e 12 apostilas falados, com tiragem de 175 cópias cada.

Além dos municípios atendidos pelo CAP de Maringá, o projeto já enviou materiais para todo o Brasil e até para uma biblioteca pública da cidade de Sobreda, em Portugal. Entre os 710 projetos inscritos na edição deste ano, 12 finalistas foram selecionados. Eles concorrem nas categorias Tribunal, Juiz, Ministério Público, Defensoria Pública, Advocacia e Justiça e Cidadania.

A iniciativa paranaense é finalista na categoria Justiça e Cidadania e concorre com o projeto Adotei adolescentes: talentos, empreendedorismo e inovação, da cidade do Rio de Janeiro.