Moro determina que hospital informe sobre visitas a Costamarques

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Com informações de Thaissa Martiniuk

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, aceitou o pedido da defesa do empresário e engenheiro Glaucos da Costamarques e determinou que o Hospital Sírio Libanês repasse informações sobre quem o visitou entre os meses de novembro e dezembro de 2015.

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De acordo com a defesa, o advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Roberto Teixeira, réu na mesma ação penal, procurou Costamarques para falar sobre o apartamento investigado durante o período em que ele estava internado no hospital. Também teria sido lá que o engenheiro teria assinado todos os recibos de pagamento do aluguel do imóvel investigado, vizinho ao de Lula, de uma única vez mesmo sem ter recebido os valores.

Costamarques diz que declarou os recibos no Imposto de Renda por conta da existência do contrato e da promessa de pagamento de todas as parcelas.

O juiz deu prazo de cinco dias para que o hospital repasse as informações solicitadas.

Outro lado

Roberto Teixeira disse em depoimento ao juiz Sérgio Moro que teve um encontro com Costamarques no hospital, mas afirmou que a visita foi casual. Segundo o advogado de defesa de Lula, Cristiano Zanin Martins, os recibos foram encontrados recentemente nos pertences da ex-primeira-dama Marisa Letícia.

Segundo o advogado de defesa de Lula, Cristiano Zanin Martins, os recibos foram encontrados recentemente nos pertences da ex-primeira-dama Marisa Letícia. Zanin ainda ressalta que, se houver qualquer dúvida com relação aos recibos, é possível que seja feita uma perícia nos documentos.

Lula protocola contrato e recibos de pagamento do aluguel de apartamento

Denúncia contra Lula

De acordo com a denúncia do MPF, Lula teria recebido o terreno para sede do novo Instituto Lula, avaliado em cerca de R$ 12,4 milhões, como vantagem indevida por contratos da empreiteira com a Petrobras. A obra nunca foi realizada. O negócio, de mais de R$ 12 milhões, teria sido fechado com a intermediação do ex-ministro Antonio Palocci e de seu assessor, Branislav Kontic, também réus da ação penal.

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A denúncia também narra o fato de que Lula também teria recebido o apartamento vizinho ao que mora por meio de vantagens ilícitas. Nesse caso, o MPF aponta que foram usados mais de R$ 504 mil na compra do imóvel e que teria sido adquirido pelo engenheiro Glaucos da Costamarques, primo de José Carlos Bumlai, amigo de Lula, que seria uma espécie de testa de ferro da operação.

A defesa do ex-presidente nega as acusações. De acordo com os advogados, Lula jamais recebeu a propriedade de um imóvel para o Instituto Lula e ele não é “dono” ou beneficiário de qualquer patrimônio da instituição.



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