MPF pede multa a BB por atraso na entrega de dados bancários de Bendine

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Os procuradores do Ministério Público Federal (MPF) solicitaram ao juiz Sérgio Moro que seja aplicada multa ao Banco do Brasil devido ao atraso na entrega dos dados bancários do ex-presidente do BB e da Petrobras, Aldemir Bendine, preso na Operação Lava Jato.

De acordo com o MPF, os dados dos operadores André Gustavo Vieira da Silva e Antônio Carlos Vieira da Silva Junior também não foram entregues para a Força-Tarefa.

“Ressalte-se que situação semelhante de mora injustificada ocorreu anteriormente nestes autos, razão pela qual o MPF requereu a aplicação de multa por descumprimento de ordem judicial. Mais uma vez torna-se necessária a medida para garantir o cumprimento tempestivo das determinações deste juízo, encerrando o comportamento displicente da instituição bancária”, diz a petição.

Moro concedeu o prazo de mais cinco dias “improrrogáveis” para que os documentos sejam entregues. O Banco do Brasil afirma já ter encaminhado todos os documentos solicitados pela Força Tarefa.

Ademir Bendine

Bendine foi preso no último dia 27, na 42ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Cobra. Ele é suspeito de ter recebido R$ 3 milhões em propinas da Odebrecht. De acordo com a Polícia Federal, ele realizou pagamento de impostos sobre o valor da propina para dificultar as investigações.

Ele está detido na Superintendência da Polícia Federal (PF), no bairro Santa Cândida.

O juiz federal Sérgio Moro determinou o bloqueio de R$ 3 milhões nas contas de Bendine. O valor bloqueado equivale à propina que Bendine teria recebido da Odebrecht. As investigações apontam o valor em espécie em três parcelas, cada uma de R$ 1 milhão. O repasse teria acontecido em um apartamento em São Paulo, alugado por Antônio Carlos.

Um dos argumentos que levaram o Ministério Público Federal a pedir a prisão preventiva de Bendine foi a compra de uma passagem só de ida para Portugal por parte do investigado. À petição, os advogados do ex-presidente da Petrobras anexaram o bilhete de volta adquirido por Bendine, com data marcada para 19 de agosto pedindo a revogação da prisão.

Em fevereiro de 2015, na véspera de assumir a Petrobras, Bendine teria pedido os R$ 3 milhões para não prejudicar a Odebrecht em contratos com a estatal e também para “amenizar” os efeitos da Lava Jato. Naquele momento, a operação estava prestes a completar um ano.



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