Preso é assassinado em penitenciária da Lava Jato

Complexo Médico-Penal . Foto: Douglas 
Santucci / TV Band Curitiba
Complexo Médico-Penal . Foto: Douglas Santucci / TV Band Curitiba

Um detento foi assassinado no fim da noite dessa terça-feira (2) no Complexo Médico-Penal do Paraná, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. O presídio abriga presos da Operação Lava Jato julgados na 13ª Vara Federal.

De acordo com o Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), o assassinato aconteceu em uma cela da 4ª galeria, onde estavam cinco detentos. Os presos da Lava Jato ficam na 6ª galeria.

Um dos ocupantes da cela assumiu a autoria do crime. Ele relatou à Polícia Civil que ele estava dormindo, quando a vítima identificada com Júlio César de Moura Funck, de 19 anos, teria ido para cima dele com uma gilete, cortando-o no braço. De acordo com a versão do preso, houve uma briga e Júlio acabou morrendo.

A polícia, porém, acredita que o crime tenha sido premeditado. Na cela foi encontrada uma corda que teria sido utilizada para estrangular o detento. Na versão do preso divulgada pelo Depen, a vítima teria sido morta por asfixia, após ser golpeada com uma “gravata”.

O corpo de Júlio César foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal de Curitiba.

Em abril, outro preso foi morto por outro detento dentro do CMP supostamente por ser “informante” da direção da penitenciária.

O Complexo Médico-Penal abriga cerda de 750 presos distribuídos em seis galerias e uma ala feminina. Entre os presos da Lava Jato, estão o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que deve ser solto nos próximos dias, o ex-­tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-­senador Gim Argello e os ex­deputados federais Luiz Argôlo e André Vargas.

Passaram por lá o empreiteiro Marcelo Odebrecht e o ex-­deputado Pedro Corrêa, que hoje estão na Superintendência da Polícia Federal, o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro e o lobista Fernando Baiano, que estão soltos, entre outros.

Nota do Depen: 

“Julio Cesar de Moura Funck, 19 anos, foi morto no início desta madrugada (3), por volta da 0h30. Ele estava custodiado na 4ª galeria do Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O preso dividia a cela com outros quatro detentos. Um deles assumiu a autoria do crime. Segundo relatos, os dois teriam discutido e entrado em luta corporal. O preso Julio teria sido morto por asfixia, após ser golpeado com uma “gravata”. Imediatamente o local foi isolado e a polícia foi acionada. Uma perícia foi realizada no local pela polícia científica. O corpo foi encaminhado ao IML. A motivação e a circunstância da morte serão apuradas por um procedimento interno, pela Corregedoria do Depen, assim como inquérito policial. A Polícia Civil investiga o caso.”