Doleiro Alberto Youssef passa a cumprir pena em regime aberto

Valter Campanato/Agência Brasil

Por Thaissa Martiniuk /BandNews FM Curitiba

O doleiro Alberto Youssef, preso pela Lava Jato em março de 2014, passa a cumprir pena em regime aberto a partir desta sexta-feira. A mudança de regime é um dos benefícios obtidos pelo acordo de delação premiada que ele firmou com o Ministério Público Federal. Youssef deixou a carceragem da Polícia Federal em novembro do ano passado, depois de ficar preso por dois anos e oito meses. A Justiça Federal do Paraná não confirmou se Youssef continuará usando tornozeleira eletrônica.

O doleiro cumpre pena em um apartamento no bairro Vila Nova Conceição, em São Paulo. No regime domiciliar ele tinha autorização para receber a visita dos advogados e familiares próximos pré-determinados. Agora, em regime aberto, o doleiro poderá circular livremente. A delação premiada de Alberto Youssef previa uma pena mínima de três anos de prisão e máxima de cinco anos.

Nos ajustes do acordo, ele foi beneficiado pelo menor tempo. Este é o segundo acordo de delação premiada firmado por Alberto Youssef. Em 2003, ele colaborou com as investigações do caso Banestado, depois de ser acusado de lavagem de dinheiro, numa fraude que chegou a US$ 124 bilhões. Mas quebrou o acordo ao voltar a cometer crimes. Alberto Youssef prestou cerca de 150 depoimentos, citou aproximadamente 100 pessoas envolvidas no esquema de corrupção investigado na Lava Jato e cerca de 50 empresas usadas para lavagem de dinheiro.

Ele foi o terceiro a colaborar com as investigações, depois da também doleira Nelma Kodama e do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Desde que fechou a colaboração, Youssef foi ouvido por inúmeras autoridades, como integrantes da Polícia Federal, Polícia Civil, Controladoria-Geral da União (CGU), Receita Federal e da CPI da Petrobras.